É sempre tempo de lutar pela alternativa
O PCP e a CDU estão todos os dias ao lado dos trabalhadores e do povo
Há muito que o Governo PS estava (ou vinha sendo) envolvido nas mais diversas polémicas, algumas delas reveladoras de opções e práticas governativas inaceitáveis. A par disso, o Governo e a maioria absoluta do PS acumularam razões de descontentamento e frustraram abertamente expectativas que tinham criado, com graves consequências na vida do povo e do País.
Os salários e as pensões não acompanharam o aumento do custo de vida, negando aos trabalhadores e aos reformados a valorização do seu poder de compra. As dificuldades na habitação aprofundaram-se. O direito à saúde está cada vez mais posto em causa com o SNS em acelerado ritmo de desmantelamento. Na educação as dificuldades avolumam-se com graves consequências que se repercutirão no futuro da vida de milhares de jovens e do País.
As opções políticas do Governo PS não só não deram resposta a esses problemas como estão na sua origem e contribuíram para o seu agravamento, em contraste com os benefícios e privilégios que garantiu aos grupos económicos que acumulam milhares de milhões de euros em aumentos escandalosos dos seus lucros.
PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal não são alternativa porque convergiram com o PS em tudo aquilo que serve os interesses dos grupos económicos e é negativo para os trabalhadores e o povo. E, de diferente do PS, só propõem pior.
Sendo assim, não será ali que se encontra saída para a situação actual. Essa saída tem de ser encontrada com uma política alternativa e o reforço de quem a protagoniza, propõe e procura verdadeiramente a sua concretização – o PCP e a CDU.
Força ao PCP e à CDU!
Os últimos anos revelaram com clareza que o reforço do PCP e da CDU deixam esse objectivo mais perto e significam melhores condições para defender os direitos dos trabalhadores e do povo e concretizar medidas que vão no sentido daquela política alternativa. Os resultados concretos alcançados com esse reforço da influência do PCP e da CDU nas decisões nacionais, apesar das limitações resultantes da correlação de forças que existia, foram inquestionavelmente positivos pelo impacto que tiveram na vida de milhões de trabalhadores, reformados, crianças ou jovens.
Mas o passado recente revelou também (com idêntica clareza, em especial nos últimos dois anos) o erro que comete quem pensa que dar força ao PCP e à CDU ou a outras forças políticas que proclamem objectivos de esquerda é o mesmo e serve os mesmos propósitos. Ou até quem pensa que dar força ao PS pode funcionar como seguro de vida contra a política de direita.
Esse erro conduziu muita gente, sobretudo nos últimos dois anos, a sentimentos de desilusão, frustração ou mesmo traição por ter confiado no PS e ter visto depois as promessas desfazerem-se e as suas condições de vida degradarem-se. Gente que, em muitos casos, transformou esse descontentamento e indignação em luta, nas mais variadas condições e em torno de objectivos diversos. Gente que travou essa luta tendo sempre o PCP e a CDU ao seu lado.
É certo que o PCP e a CDU continuam ao lado dos trabalhadores e do povo, todos os dias, na luta por melhores condições de vida, pela concretização dos direitos, por mais justiça social, por um futuro de desenvolvimento e progresso. Mas não é indiferente a força de que o PCP e a CDU dispõem para travar essas lutas e alcançar esses objectivos e a experiência dos últimos anos confirma-o.
É sempre tempo!
O facto de o Governo PS ter agora chegado ao fim de forma súbita e em circunstâncias eventualmente inesperadas não altera nem diminui a necessidade de prosseguir a luta pela alternativa.
É sempre tempo de lutar pela alternativa necessária à defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores e do povo e ao futuro do país, rejeitando a política de direita e exigindo a concretização de uma política alternativa.
A prioridade continua a ser a resposta aos problemas nacionais com uma política que assegure o aumento de salários e pensões, a defesa do SNS e do acesso à saúde, a garantia do direito à habitação, dos direitos das crianças e dos pais, a defesa da soberania.
Uma política que assegure o investimento nos serviços públicos e a melhoria da sua qualidade e capacidade de resposta, que apoie a produção nacional e desenvolva os sectores produtivos. Uma política que garanta justiça fiscal, aliviando os impostos sobre os trabalhadores e o povo e tribute de forma efectiva os grupos económicos. Uma política que subordine de facto o poder económico ao poder político.
É sempre tempo de lutar por essa alternativa. A força do PCP e da CDU conta decisivamente para esse objectivo.