O papel insubstituível do PCP pelos direitos e a alternativa
Mais força ao PCP contribui para melhorar a vida e avançar nos direitos
Décadas de política de direita empobreceram, atacaram e limitaram dimensões fundamentais da democracia que conquistámos com a Revolução de Abril e cuja matriz essencial continua reflectida na Constituição da República Portuguesa.
Política de direita com profundas e directas implicações nos trabalhadores e no povo – nos seus salários e condições de vida – no presente e no futuro do País. É uma política – promovida pelo PS, PSD e CDS, a que se juntam hoje o Chega e a IL – responsável pela constante degradação da nossa vida política ao serviço do grande capital que, neste momento, aproveita ao máximo as opções do Governo do PS de maioria absoluta, ao mesmo tempo que aposta na alternância que, dando a ideia de mudança, lhe permita prosseguir e aprofundar a exploração e continuar a acumular os lucros fabulosos que já hoje arrecada, à custa do aumento do custo de vida para a imensa maioria do povo.
Ora, o problema que está colocado ao povo português não é uma mudança de caras entre os partidos da política de direita.
Abrir caminho a uma verdadeira alternativa
O que é preciso é romper com o rumo que nos trouxe até aqui, de constante degradação da nossa vida política, e abrir caminho a uma política verdadeiramente alternativa – a política patriótica e de esquerda – que promova a valorização dos salários e das pensões; a defesa dos serviços públicos; assegure o direito à saúde, à educação, à habitação, aos transportes, à cultura e ao desporto; que garanta o controlo público dos sectores estratégicos, o desenvolvimento da produção nacional, o apoio aos pequenos e médios empresários e agricultores, a justiça fiscal; que promova a ciência; que salvaguarde o meio ambiente; que defenda a soberania nacional e promova a diversificação das relações externas, a paz e cooperação entre os povos. Que faça cumprir a Constituição da República Portuguesa e defenda o regime democrático.
Ora, este é um caminho que implica, necessariamente, o reforço do PCP a todos os níveis, incluindo nas instituições, designadamente com mais deputados, que contam decididamente no combate à política de direita, na exigência de soluções para os problemas, na resposta às aspirações dos trabalhadores e do povo, na afirmação da alternativa.
Mais força para melhorar a vida
De resto, a vida tem-se encarregado de demonstrar que mais força ao PCP contribui para melhorar a vida, avançar nos direitos dos trabalhadores e do povo, afirmar e garantir os interesses nacionais, enquanto que menos força ao PCP facilita o retrocesso, agrava a exploração, fragiliza o futuro do País.
Foi por ter mais força, e não o contrário, que a influência do PCP foi determinante para avançar na reposição, defesa e conquista de direitos, entre 2015 e 2019.
Na verdade, como a vida vem demonstrando, é o PCP a força portadora desta política alternativa imprescindível ao País.
Marcar a diferença
«O PCP marca a diferença na vida do País: está, em todos os momentos, ao lado dos trabalhadores e do povo e no combate aos interesses do capital; defende os interesses nacionais contra a submissão ao imperialismo e à UE; enfrenta com coragem as chantagens e pressões de todo o tipo; defende o regime democrático e os valores de Abril para o qual deu uma contribuição ímpar, e não aceita alimentar ou ser instrumento de campanhas antidemocráticas; os seus eleitos recusam privilégios pelo exercício de cargos públicos e são uma garantia de trabalho, honestidade e competência ao serviço das populações; não confunde a agenda mediática marcada por uma multiplicidade de factores de dispersão e diversão com os problemas reais dos trabalhadores e do povo; combate as forças e concepções reaccionárias e fascizantes e desmascara o seu papel na consolidação da política de direita que as promove; não diz uma coisa e faz o seu contrário, recusando a mentira e a demagogia; defende e luta pela paz, mesmo enfrentando a calúnia dos que querem prolongar e escalar a guerra; não anda a reboque da conjuntura, antes articula a intervenção sobre problemas concretos com a alternativa, o projecto e o ideal de uma sociedade nova livre da exploração capitalista, o socialismo.»
(Comunicado do Comité Central de 30 de Junho e 1 de Julho de 2023)
Mais apoio social, político e eleitoral
Sem o reforço do PCP, as aspirações de mudança por uma vida melhor que percorrem a sociedade portuguesa não se concretizarão. A alternativa necessária ao País exige que o reconhecimento do papel insubstituível do PCP se traduza em mais apoio social, político e eleitoral.