Rússia lançou sonda Luna-25

A Rússia lançou na noite de 10 para 11 de Agosto a sua primeira sonda lunar em quase meio século, a Luna-25. A anterior missão espacial do género, a Luna-24, foi realizada pela União Soviética, em 1976.

Sonda russa deve efectuar descida perto do pólo sul da Lua

O foguetão Soyuz-2.1b, transportando a Luna-25, descolou a partir do cosmódromo de Vostochni, no Extremo Oriente russo, às 2:11, hora de Moscovo, e em menos de uma hora e meia colocou-se na trajectória de voo à Lua.

Quatro dias e meio depois, a sonda automática alcançou a órbita lunar de 100 quilómetros de altura e, no dia 21, deverá realizar a alunagem perto do pólo sul da Lua, lugar de terreno acidentado. As anteriores sondas lunares pousaram na zona equatorial do satélite da Terra.

A principal missão da Luna-25 consistirá em efectuar diversas investigações científicas que possam contribuir para no futuro criar as condições que permitam a instalação de uma estação permanente na Lua.

Até agora, só três países lograram descidas com êxito na Lua: a antiga União Soviética, os Estados Unidos da América e a China.

Diversas entidades de investigação espacial felicitaram a agência russa Roscosmos pelo lançamento com êxito da sua missão à Lua, a primeira do país euro-asiático em 47 anos.

Entretanto, a Organização Indiana de Investigação Espacial (ISRO) destacou que a missão russa Luna-25 coincide com a Chandrayaan-3 da Índia com o mesmo destino. Ambas pretendem executar a alunagem nos próximos dias e ser as primeiras a alcançar o pólo sul do satélite natural, enfatizou.

A Chandrayaan-3, que iniciou a sua viagem a 14 de Julho, tem como missão estudar o planeta Terra e medir a superfície próxima e as suas mudanças de densidade. Pretende, além disso, recolher dados das propriedades térmicas da superfície lunar e procurar actividade sísmica à volta do lugar de alunagem.




Mais artigos de: Internacional

França acusada de instigar intervenção militar no Níger

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) adiou por alegadas «razões técnicas» uma reunião prevista para sábado, 12, de chefias militares de alguns países da organização para examinar a situação no Níger, onde ocorreu recentemente um golpe de Estado.

China rejeita medida dos EUA que politiza relações comerciais

O governo chinês denunciou a politização das relações comerciais que os Estados Unidos da América (EUA) continuam a promover invocando ditas «preocupações com a segurança» para impedir os investimentos na China, particularmente de âmbito científico-tecnológico.

Essa foi a resposta de Pequim à decisão executiva de Washington de controlar e restringir ainda mais os investimentos no exterior e em particular os de entidades norte-americanas dos sectores de semicondutores e microelectrónica, tecnologia de informação quântica e inteligência artificial com destino à China.

De acordo com o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, em comunicado, o verdadeiro objectivo da medida é tentar privar o país asiático do seu direito a desenvolver-se, e procurar garantir a «supremacia norte-americana a expensas de outros». Do ponto de vista da China, trata-se de coacção económica e assédio tecnológico.

Além disso, a diplomacia chinesa denuncia que esta ordem executiva mina a ordem económica e comercial internacional, desestabiliza as cadeias industriais e de abastecimento mundiais e prejudica os interesses de ambos os países.

«Trata-se de uma acção com que se procura «suprimir gradualmente a China», considera Pequim, que insta os EUA a deixar de politizar, instrumentalizar e utilizar como armas as questões tecnológicas e comerciais.

«A China acompanhará de perto os acontecimentos e salvaguardará resolutamente os seus direitos e interesses», conclui o comunicado.

Em menos de dois meses, funcionários de alto nível da administração de Joe Biden visitaram a China, contudo a guerra económica, a instrumentalização e militarização de Taiwan e as operações de manipulação em torno de direitos humanos continuam a ser levadas a cabo pelos EUA em linha com a sua política de confrontação.


Ninguém disse que o canto do cisne seria uma canção de embalar

O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tem até ao próximo dia 25 para se apresentar voluntariamente às autoridades do Estado da Geórgia, fez saber a procuradora-geral do Estado sulista, para ser detido por tentativa de subversão das eleições de 2020. Trata-se do mais recente de quatro processos judiciais em que o magnata...