Jornada Mundial da Juventude termina no domingo
Anteontem começou a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o maior evento da Igreja Católica que a cidade deLisboa acolhe até 6 de Agosto. Para a 15.º edição da JMJ, que acabou por ser adiada por um ano, devido à pandemia de COVID-19, era esperado mais de um milhão de pessoas. As principais cerimónias decorrem no Parque Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures, e no Parque Eduardo VII, no centro da capital.
O Papa chegou ontem a Portugal e foi recebido no Palácio de Belém pelo Presidente da República, seguido-se uma iniciativa no Centro Cultural de Belém com as autoridades portuguesas, a sociedade civil e o corpo diplomático acreditado em Portugal. Neste encontro com o Papa Francisco participou Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP.
Entre outras iniciativas, o Papa desloca-se também a Fátima, no sábado de manhã, e participa numa missa no Parque Tejo, no domingo.
O anúncio da escolha de Lisboa foi feito em 27 de Janeiro de 2019, na missa de encerramento da JMJ na Cidade do Panamá (Panamá). A Jornada já decorreu emCracóvia (Polónia) em 2016; Rio de Janeiro (Brasil) em 2013; Madrid (Espanha) em 2011; Sydney (Austrália) em 2008; Colónia (Alemanha) em 2005; Toronto (Canadá) em 2002; Roma (Itália) em 2000; Paris (França) em 1997; Manila (Filipinas) em 1995; Denver (EUA) em 1993; Czestochowa (Polónia) em 1991; Santiago de Compostela (Espanha) em 1989; Buenos Aires (Argentina) em 1987.
Evento de grande dimensão
No dia 13 de Julho, o Secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, visitou a Sede do Comité Organizador Local para a JMJ, tendo destacado a «extraordinária dimensão» do evento, que «vai para além do carácter religioso». Depois de ter descerrado a placa evocativa do encontro e de ter visitado a sede da JMJ, evento que considerou representar uma grande responsabilidade para o País, e de ter desejado que a JMJ decorresse com o melhor sucesso pretendido, o dirigente comunista alertou para o facto de terem de ser «acautelados os constrangimentos» para quem vive e trabalha na cidade, durante a realização do evento. Destacou, igualmente, as condições que seria preciso assegurar para quem irá trabalhar na JMJ, cabendo às várias instituições tudo fazer para que tal acontecesse.
Dia 4 de Julho, na Assembleia da República, Paula Santos, líder parlamentar do PCP, sublinhou que este encontro entre os jovens das diversas partes do mundo constitui «uma oportunidade para dar mais força à exigência do fim de todas as guerras, ao direito dos povos à autodeterminação e a escolherem os seus caminhos, à exigência do direito à educação, ao emprego com direitos, à saúde, a uma habitação condigna, por um ambiente sadio».