Repor a legalidade na MyAuchan Amadora

participação e organização sindical é letra-morta para a administração. A comprová-lo está a perseguição movida contra os operadores daquele supermercado que desde o início do ano se têm mobilizado em acções de luta em defesa dos seus direitos e contra os atropelos das leis referentes às categorias profissionais, consagradas no Contrato Colectivo de Trabalho para as empresas de distribuição.

Situação que os levou a cumprir três greves (18 de Março, 1 de Maio e 28 de Junho), na primeira das quais conseguiram inclusivamente encerrar o estabelecimento.

Aos trabalhadores que aderiram à última paralisação foi entretanto comunicado, primeiramente, sem qualquer justificação, que seriam transferidos de loja, para longe das suas casas e para longe uns dos outros, numa clara medida de retaliação. Dias depois foram informados da sua suspensão.

Este comportamento da administração vem em linha, aliás, com outras acções suas cometidas à margem da lei, como foi o recurso ilegal à substituição dos trabalhadores em greve no dia 1 de Maio por trabalhadores de outras lojas.

Sendo este «um caso de clara perseguição aos trabalhadores que exercem os seus direitos», o PCP exige por isso que haja uma «urgente intervenção que reponha a legalidade e a justiça». Nesse sentido vai a diligência feita pelo Grupo Parlamentar comunista junto do Governo para que este esclareça que medidas tomou a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) para obstar às ilegalidades cometidas. Em pergunta dirigida à ministra do Trabalho e Segurança Social os deputados Alma Rivera, Manuel Loff e Duarte Alves querem ainda saber como irá o Governo intervir na defesa dos direitos dos trabalhadores «face à arbitrariedade de reacções deste tipo por parte das entidades patronais».



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