Professores anunciam luta para o próximo ano lectivo

A Fenprof e as outras oito organizações sindicais que com ela têm convergido na luta em defesa da Escola Pública e da valorização da carreira docente anunciaram, dia 7, um conjunto de acções de luta a iniciar-se logo no arranque do ano lectivo. O calendário dos protestos foi divulgado por Mário Nogueira numa conferência de imprensa que se seguiu à reunião das nove estruturas.

Como forma de protesto contra a recusa do Governo em encontrar soluções para os «abusos que continuam a verificar-se nos horários», será convocada greve ao sobretrabalho, às horas extraordinárias e à componente não lectiva de estabelecimento, logo desde o primeiro dia do novo ano lectivo. Para 6 de Outubro ficou já marcada uma greve nacional de professores e educadores, culminando uma série de acções e iniciativas com que se assinalará o Dia Mundial do Professor.

Os sindicatos realizarão também, no início de Setembro, uma campanha pública para divulgação das motivações que levam os professores à luta: «uma luta por uma escola melhor, com professores qualificados, e que, por isso, é uma luta de todos», salientou o Secretário-geral da Fenprof. Durante esse mês, acrescentou, os professores serão ouvidos sobre as formas de luta que estão disponíveis para concretizar.

Os sindicatos condenaram a «intransigência» do Governo, que se mostra indisponível para negociar as matérias fundamentais, atitude expressa desde logo na afirmação de que «o tempo de serviço é assunto encerrado». Da parte das estruturas representativas dos docentes, a recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias continua a ser um objectivo a concretizar.

Avaliando o ano lectivo que terminou, Mário Nogueira lembrou que ele ficou marcado pela falta de professores qualificados nas escolas: cerca de 30 mil alunos tiveram sempre um professor em falta pelo menos a uma disciplina, revelando que o problema da falta de professores não é conjuntural, mas um problema estrutural e gravíssimo do sistema educativo, que só será resolvido «com um verdadeiro investimento na Educação e nas escolas, com uma efectiva valorização da profissão docente e uma real melhoria das condições de trabalho».

 



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