Na higiene urbana de Lisboa exige-se direitos e condições
A greve parcial no serviço de higiene urbana da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que se prolonga por toda a semana, arrancou na segunda-feira, 26, «com uma adesão na ordem dos 76% dos trabalhadores do período diurno», informa o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML). A Secretária-Geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, esteve no Centro Operacional de Remoção, nos Olivais, manifestando solidariedade com a luta dos trabalhadores cantoneiros.
O caderno reivindicativo destes trabalhadores foi entregue há já mais de um ano pelo STML e pelo STAL, sem que tenha havido respostas satisfatórias por parte da CML. A abertura de espaços para refeições, a melhoria das condições de trabalho no campo da manutenção e conservação do edificado, a organização dos circuitos de remoção de forma a pôr termo aos actuais desequilíbrios, o respeito pelo princípio da rotatividade, escalas «equitativas, justas e transparentes», e medidas que contribuam para uma melhor conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar são algumas das reivindicações.