Ampliar a luta pela paz!
40% das despesas militares em 2022 eram dos EUA
Foram recentemente divulgados pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo/SIPRI dados sobre as despesas militares em 2022, que constatam o seu aumento pelo oitavo ano consecutivo, atingindo um recorde de 2240 mil milhões de dólares. Se dúvidas existissem, os dados confirmam quem no mundo tem estado na dianteira e é responsável pelo fomento das despesas militares.
Do total, cerca de 40% foram da responsabilidade dos EUA, 877 mil milhões de dólares. Em conjunto, os EUA com os seus aliados da NATO foram responsáveis por cerca de 55% dessas despesas, totalizando 1232 mil milhões de dólares. Tal significa que, em 2022, a NATO gastou mais de quatro vezes o que a China gastou – 292 mil milhões – e mais de 14 vezes o que a Rússia gastou – 86,4 mil milhões. Saliente-se igualmente que só os países da Europa membros da NATO – logo, sem os EUA e o Canadá – gastaram em despesas militares mais que a China e quase quatro vezes mais que a Rússia.
Se juntarmos apenas alguns dos seus aliados mais directos, como o Japão, a Austrália e Israel, os EUA/NATO com estes três países totalizaram 1337 mil milhões de dólares, ou seja, cerca de 60% das despesas militares mundiais.
Insaciáveis na sua escalada belicista, os EUA e a NATO exigem e insistem em ainda maiores aumentos, uma constante desde a Cimeira da NATO de 2014, em Gales, e novamente anunciados no quadro da preparação da sua próxima Cimeira, que se realiza a 11 e 12 de Julho, em Vilnius, na Lituânia. Responsáveis pelo fomento e pelo maior montante das despesas militares no mundo, os EUA, a NATO e os seus aliados são afinal os responsáveis pela promoção do militarismo, da corrida armamentista, da ameaça do uso e do uso da força nas relações internacionais, da guerra. Também por isto, assumem grande importância e significado as iniciativas realizadas sob o lema «Parar a guerra! Dar uma oportunidade à Paz!», a quinta vez que o movimento da paz sai à rua em pouco mais de um ano. Importância e significado que se revelam tão mais evidentes quanto os que se posicionam a favor da paz têm que enfrentar aqueles que, diariamente e até à exaustão, fazem a apologia da guerra, destilando a mais descarada mentira, deturpação, caricatura e dando rédea solta às concepções mais reaccionárias e belicistas, ao ódio fascista.
Quando por todo o mundo aumentam as vozes e as iniciativas que procuram abrir o caminho da paz, os mercenários arautos da guerra continuam a animar a campanha de desinformação, com que procuram lançar um manto de névoa sobre a realidade, tentando ocultar quem sempre esteve e continua a estar do lado da paz e quem sempre esteve e continua a estar do lado da guerra.
São os EUA, a NATO e a UE que continuam a boicotar, a rejeitar ou desvalorizar os apelos, iniciativas e propostas para uma solução política para o conflito na Ucrânia, como se verifica com as iniciativas protagonizadas pela China, Brasil, países africanos ou Vaticano. Na verdade, o imperialismo norte-americano, com o alinhamento da NATO e da UE, não quer parar a guerra que trava na Ucrânia e, pelo contrário, continua a apostar no seu prolongamento, porque necessita dela, sendo aliás o primeiro e principal responsável pela sua eclosão em 2014.
É de grande importância continuar a desenvolver e a ampliar a luta pela paz, pela verdade, contra o militarismo, o fascismo e a guerra, pela amizade e cooperação entre todos os povos do mundo.