Vários países na UE cessam importações de cereais ucranianos

Vários países que integram a União Europeia (UE) exigiram que se estenda até ao fim do ano a proibição de importar cereais da Ucrânia. A revelação foi feita na terça-feira, 25, pelas autoridades húngaras, que garantem que a Hungria, juntamente com outros países, instam a Comissão Europeia a procurar uma solução para o problema dos agricultores do Leste da Europa. O prolongamento da proibição, assinalam, permitirá aos produtores a recolha e armazenamento da sua colheita. Em seu entender, os agricultores deveriam receber apoio da UE pelo prejuízo sofrido devido à concorrência dos baixos preços dos cereais ucranianos.

A Hungria propõe a subvenção dos gastos relacionados com o trânsito por terra dos produtos ucranianos para países terceiros, para que cheguem aonde forem necessários e evitem criar dificuldades aos mercados dos países membros da UE.

Desde finais da semana passada, a Polónia e a Hungria anunciaram o fim das importações de cereais provenientes da Ucrânia até 30 de Junho deste ano, face aos protestos dos agricultores, enquanto a Eslováquia adoptou uma medida semelhante e a Bulgária estuda a suspensão provisória.

 

Acordo sobre cereais pode não ser prolongado

A Rússia informou que, nos dias 23 de Março e 24 de Abril, violando as garantias de não utilização do corredor humanitário, a Ucrânia atacou pontos da base da Frota do Mar Negro em Sebastopol e da infra-estrutura civil da Crimeia, acções que põem em perigo a prorrogação do acordo sobre cereais.

A 22 de Julho de 2022, Rússia, Turquia e ONU assinaram um acordo para desbloquear a exportação de cereais grãos da Ucrânia. Por sua parte, o governo de Kiev subscreveu um documento semelhante com Ancara e representantes das Nações Unidas. Além disso, Moscovo assinou com a ONU um memorando para facilitar a exportação de fertilizantes e produtos agrícolas russos.

Este pacto alimentar foi prorrogado, em 17 de Novembro do ano passado, por mais 120 dias, até 18 de Março de 2023. A Rússia anunciou, a 14 de Março, que aceitava, num gesto de boa vontade, a extensão do pacto por mais 60 dias, até 18 de Maio.

Além dos ataques a Sebastopol, a Rússia denuncia que o pacto não está a ser cumprido para os seus produtos, por impedimentos logísticos (pagamentos, seguros, entrada em portos, etc.) criados pelas sanções aplicadas pelo «Ocidente».

 



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