A GALP não é a TAP?

A gritante diferença na cobertura que a agenda política e mediática determina e que faz com que «males que foram e são intoleráveis na TAP» sejam «calados na GALP», assenta na «necessidade de achincalhar uma empresa pública – embora gerida como privada».

Para a Comissão Central de Trabalhadores (CCT) da Petrogal, a principal empresa do Grupo GALP, só assim se entende «tamanha diferença na abordagem de casos muito idênticos, por exemplo, as indemnizações pagas aos administradores».

Num comunicado de dia 12, a CCT refere um desses exemplos: «Na TAP grita-se por uma administradora ter recebido uma indemnização de 500 mil euros, na GALP silencia-se que um administrador – Carlos Costa Pina – tenha levado uma indemnização de cerca de um milhão de euros e que releva por este ter estado directamente envolvido na entrega da GALP ao Grupo Amorim, enquanto secretário de Estado das Finanças do Governo PS/Sócrates».

Igualmente em contraste com o caso da TAP, «ninguém se lembrou da necessidade de uma (ou duas) comissões de inquérito parlamentar, para apurar as responsabilidades do Governo no encerramento da refinaria do Porto e, já agora, puxando a fita ainda mais atrás, na entrada do Grupo Amorim na GALP».

A CCT da Petrogal recorda que a refinaria do Porto «foi encerrada com pesados custos para o País e um impacto tremendo na região Norte, e dará lugar a um meganegócio imobiliário». Na altura, o então ministro do Ambiente, Matos Fernandes, «antecipou-se e anunciou o encerramento antes da própria administração, querendo depois dizer que nada sabia sobre o assunto». Ora, «hoje, este ex-ministro representa grupos imobiliários internacionais e serve de facilitador aos seus negócios em Portugal, porventura a Norte».

Para a «diferença de escrutínio», a CCT rejeita que seja alegado o facto de a TAP ser pública e a GALP privada, «um argumento cínico, que pretende esconder que, em ambos os casos, há suspeitas de favorecimento de interesses privados e prejuízo evidente do País e dos portugueses».

 



Mais artigos de: Trabalhadores

1.º de Maio em todo o País

A CGTP-IN está já a preparar o que se espera que venha a ser um grande 1.º de Maio, com expressão de rua em todos os distritos e regiões do País. Mais salários e direitos, bem como melhores pensões são as principais reivindicações.

Conquista salarial na Cimpor

Na Cimpor foi «conquistado o maior aumento salarial dos últimos anos», revelou no dia 13 a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom), ao dar conta do efeito da revisão do acordo de empresa, assinada na véspera, conforme decisão tomada em plenários. «Fruto da unidade, da elevada...