Boas surpresas

Aos 27 anos e com cerca de um ano de militância, Diogo é responsável pelo acompanhamento de uma concelhia do PCP na Área Metropolitana do Porto. A responsabilidade que assume não lhe foi atribuída num impulso. Este jovem membro do Partido, em ambos os sentidos, integrou o trabalho colectivo desde que ingressou. Não é por isso de estranhar que, cumprindo tarefas e dando provas de capacidade, determinação e fidelidade à causa do proletariado, lhe tenha sido colocado a elevação do seu compromisso. O que Diogo não esperava é que fosse tão rápido. Surpresa talvez decorrente da ideia geral de que nos partidos políticos a confiança tarda em ser adquirida e é individualizada.

No PCP, porém, não é assim. A confiança entre os militantes e nos quadros, independentemente do tempo de militância, é um pressuposto de base, que se confirma ou permanece a teste, que é escrutinada colectivamente nas tarefas mais simples como nas mais complexas. Mais: no PCP, partido de novo tipo, o trabalho colectivo é um princípio que todos têm de observar e faz parte do seu funcionamento com naturalidade e fluidez. Assim, nas responsabilidades mais singelas como nas mais complexas, ninguém se deve sentir só. Nenhum de nós está.

Este estudante de Línguas e Literatura Moderna na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, já o sabe. Percebe-se pela forma como fala da sua disponibilidade presente e para o futuro. Um futuro que foi aberto no contacto com um amigo, também militante comunista. Como noutros casos, foi desta forma que Diogo chegou ao PCP, já que, nas várias e diversificadas experiências laborais e no seio familiar e de amigos, ninguém o aproximou do Partido.

«Mesmo assim, desde sempre senti uma grande revolta para com as injustiças. A determinada altura, comecei a tomar contacto com livros e músicas que me despertaram e amadureceram a consciência», garante.

O percurso de João até ao Partido é na maioria dos aspectos diferente. Operário fabril há anos, trabalha na mesma empresa do sector das indústrias eléctricas vai para uma década. Também ele nunca teve contacto com o Partido através da família ou dos amigos, mas as semelhanças com Diogo ficam-se por aqui.

João, 31 anos, foi acompanhando a luta dentro da empresa contra a ofensiva patronal. «Querem sempre retirar direitos e salário aos trabalhadores», acusou. E foi vendo o Partido à porta e lá dentro (na fábrica existe célula comunista). Sempre na primeira linha. Assim como o movimento sindical de classe, no qual, entretanto, passou a ter tarefas.

A horas tantas, «a diferença é que não militava no Partido, mas concordava com tudo», revela João, que, a uma semana do Natal passado, resolveu formalizar uma relação que foi sendo construída na base da confiança que se conquista e promove, da partilha generosa e crescente – como nos amores que são para a vida.

Acima das expectativas – pois nestes casos há também sempre muito que se descobre como ainda melhor do que se esperava –, surpreendeu-o «a organização e a entreajuda, algo que eu já sabia ser forte, mas não desta forma», concluiu.

 



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