Convergência sobre problemas dos jovens
No âmbito de um conjunto alargado de reuniões e encontros com sectores muito diversos, o PCP esteve reunido, no dia 13, com o Conselho Nacional da Juventude (CNJ).
«Os jovens não são apenas o futuro, são já o presente»
«Podemos dizer que estamos em sintonia, nos aspectos fundamentais, na caracterização dos problemas dos jovens do País. Saímos daqui mais ricos e com mais informações», salientou Paulo Raimundo, Secretário-geral do PCP, no final do encontro.
Falta de professores, de meios no Ensino Secundário; falta de financiamento, peso excessivo das propinas e a carência de alojamento estudantil no Ensino Superior foram algumas das questões sumariadas pelo dirigente comunista no que toca à educação. Centrais foram, também, as questões do trabalho, já que, para o dirigente comunista, «baixos salários e precariedade», não sendo «problemas particulares dos jovens, têm um impacto especial entre a juventude». O Secretário-geral lembrou, ainda, a gritante falta de respostas do Governo no que toca à habitação.
Para lá da sintonia sobre os problemas levantados, Paulo Raimundo relevou a concordância nas soluções avançadas. O aumento do parque habitacional público e o dos salários, a par da revogação das normas gravosas da legislação laboral, como a revogação da caducidade da contratação colectiva, foram algumas delas.
Por sua vez, Rui Oliveira, presidente da direcção do CNJ, valorizou a iniciativa do PCP em procurar aquela estrutura para discutir os problemas dos jovens. «Felizmente tivemos um partido que quis vir e conhecer o CNJ», afirmou, acrescentando que, apesar de encontros regulares com outras estruturas e partidos em espaços como a Assembleia da República, aquela foi a primeira vez que um partido demonstrou disponibilidade para ir ao encontro do CNJ.
Valorizar soluções propostas pela juventude
Em declarações ao Avante!, João Beirão, representante da JCP na direcção do CNJ, salientou outras duas questões abordadas durante a reunião. A falta de democracia nas escolas, «um problema de nível nacional», que o CNJ está empenhado em acompanhar, foi a primeira. As conclusões aprovadas por centenas de jovens no Encontro Nacional da Juventude, em Fevereiro, foi outra. Entre as quais, o fim faz propinas e dos exames nacionais.
«O trabalho da JCP no CNJ pauta-se pela defesa dos interesses da juventude e por encontrar convergências nesse sentido. Cerca de 50 organizações estão representadas nesta plataforma», salientou, por fim, o dirigente.