PCP é a verdadeira alternativa ao Governo e à política de direita
«É pela luta e mobilização que os trabalhadores, as populações e outras camadas adquirem os instrumentos para perceberem quem os explora, quem são os responsáveis pelas injustiças de que são alvo», afirmou Paulo Raimundo, no Seixal.
«Cá continuamos a transformar o sonho em vida»
A entrada do Secretário-geral do PCP foi notada pelaentusiastae contínua salva de palmas – por entre palavras de ordem e de resistência – das mais de 600 pessoas que estiveram, domingo, 26, no Pavilhão Multiusos do Parque Urbano da Quinta da Marialva, para festejar os 102 anos de vida e de luta do PCP. Um cumprimento retribuído, mais tarde, no palco,por Paulo Raimundo. Com ele estiveram, entre outros dirigentes, José Capucho, do Secretariado e da Comissão Política. «Mudar de política. Soluções para as nossas vidas», «Contigo todos os dias – Direitos, salários, pensões, saúde, habitação» e «Pela paz e solidariedade com os povos», eram mensagens impressas que se destacavam, num espaço onde o cravo, a flor da liberdade, era erguida com orgulho, por gentes de todas as idades, a pensar nas próximas lutas. «Muda de vida se tu não vives satisfeito; Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar; Muda de vida, não deves viver contrafeito; Muda de vida, se há vida em ti a latejar», ouvia-se antes das intervenções políticas, que estiveram a cargo de João Carvalho, da Direcção Nacional da JCP, de Maria João Louro, do Executivo da Comissão Concelhia do Seixal do PCP, e de Paulo Raimundo.
«Aquilo que o nosso Partido tem de história é uma fracção daquilo que tem de futuro», assegurou João Carvalho, que alertou para um «impiedoso ataque» à Escola Pública. «Não fosse suficiente o número de escolas degradadas, o número de estudantes sem professor e as faltas de profissionais e de materiais, o Governo do PS transferiu para as autarquias encargos que estas não conseguem, nem deviam suportar», ilustrou, dando conta, por exemplo, da existência de amianto na Escola Secundária Manual Cargaleiro.
Por seu lado, Maria João Louro apelou à subscrição do abaixo-assinado «Queremos médicos e enfermeiros de família!», e, nesta área, reclamou «a imediata construção do Hospital do Seixal». Outra das reivindicações passa pela extensão do Metro Sul do Tejo até aos Foros de Amora, Fogueteiro e Seixal. Reafirmou ainda a «continuidade» da luta pela reposição das freguesias de Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires.
Especulação
Desenvolvendo um dos temas da ordem do dia, o Secretário-geral do PCP considerou que a medida do Governo de «IVA zero para os bens essenciais», por si só, «não vai resolver o problema central da especulação», tendo o mesmo acontecido com a redução do ISP nos combustíveis e aconteceu em Espanha no IVA dos alimentos.
«A medida que enfrenta a especulação, que enfrenta os lucros obscenos, que trava o aumento dos preços é o controlo e a fixação de preços», defendeu, desafiando o Governo a concretizar, tal como o PCP propõe há muito, a redução do IVA na electricidade, no gás e nas telecomunicações.
Paulo Raimundo também comentou os «apoios aos mais vulneráveis», que considerou serem «limitados». Para além das «contas, cada vez maiores, da água, da luz, da renda, dos alimentos, da creche», não se pagarem de três em três meses, a «questão central» é que «quem produz a riqueza», os trabalhadores precisam de «mais salários», reclamou, questionando: «Que trabalhador, pensionista, jovem, micro, pequeno e médio empresário ou produtor é que não sente na pele as dificuldades a crescerem» e «o fim do mês a ficar cada vez mais distante».
Apelo
Quase a terminar, o Secretário-geral do PCP destacou a importância da campanha «Mais força aos trabalhadores», a quem dirigiu um apelo: «Venham com confiança que este é o vosso Partido», que «vos representa» e «combate o capitalismo, a causa estrutural da exploração e da opressão». «Liberdade, democracia e socialismo são o futuro pelo qual vale a pena lutar. Cá continuamos a transformar o sonho em vida. Cá estamos, tal como em toda a história do nosso Partido de 102 anos, com entusiasmo de quem não se verga perante as dificuldades e de quem sabe que é justa e invencível a causa por que lutamos», concluiu.
Iniciativas semelhantes estão a acorrer um pouco por todo o País, do Algarve a Vila Real.
Reforçar a CDU na Madeira
Sexta-feira, na Madeira, mais de 400 pessoas participaram num jantar na Encumeada para comemorar o aniversário do Partido, no concelho da Ribeira Brava, com a participação de Paulo Raimundo.
Com as Eleições Regionais da Madeira marcadas para Setembro/Outubro deste ano, o Secretário-geral do PCP referiu que «o reforço da CDU é a condição mais segura para dar voz aos trabalhadores e ao povo» e «força à realização das suas aspirações e direitos», tornando «mais viável e próxima a solução e resposta aos problemas». «Com confiança, determinação e, acima de tudo, razão, vamos construir um grande resultado eleitoral, que interessa aos trabalhadores e ao povo, com mais votos, mais força e mais deputados eleitos pela CDU», acrescentou.
Edgar Silva, Coordenador Regional do PCP, salientou que a CDU «apresenta-se» como a «única» candidatura «identificada com os valores de Abril». «Temos como tarefa prioritária afirmar a CDU como força de alternativa, com um programa e objectivos que abrem caminho a uma política capaz de construir uma Região com progresso e desenvolvimento económico», disse.