Não docentes em greve e manifestação
Para amanhã, dia 3, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou greve, por 24 horas, do pessoal não docente dos estabelecimentos de ensino da rede pública, no Continente e na RA da Madeira.
Foi também marcada uma manifestação nacional, em Lisboa, com início às 15 horas, do Jardim da Estrela para o Ministério da Educação.
Esta jornada visa dar força à luta pela criação das carreiras específicas (auxiliar de acção educativa, Assistente de Acção Educativa, Administração Escolar), pela valorização da carreira de Técnico Superior, pela vinculação de todos os técnicos especializados com contrato a termo certo, pela revisão da «portaria de rácios» e pela dotação de pessoal não docente que corresponda às necessidades dos estabelecimentos, com um objectivo mais geral de defesa da Escola Pública.
Ao anunciar as lutas de amanhã, a FNSTFPS reiterou a sua posição contra a municipalização da Escola Pública, reclamando a reversão da transição dos trabalhadores não docentes para os municípios.
A federação da CGTP-IN contestou o facto de associados dos seus sindicatos estarem a ser chamados para «serviços mínimos», uma vez que o pré-aviso de greve não suscitou qualquer reunião para discutir esta questão. Artur Sequeira, dirigente da FNSTFPS que acompanha o sector, explicou ao Avante! que estes trabalhadores não deveriam constar nas listas para serviços mínimos, mas estas estão a ser feitas «às cegas», o que coloca em causa o direito à greve e à participação na manifestação.
Quem for abrangido por esta convocação, considerada ilegal, irá trabalhar exibindo um autocolante em sinal de protesto.