Efectivo de segurança insuficiente no Algarve
«Numa região marcada por uma forte presença de turistas, que chega a duplicar e a triplicar durante meses a população de alguns concelhos, o efectivo existente – PSP, GNR, SEF, PJ, PM - tem-se revelado claramente insuficiente para responder às necessidades das populações», advertiu a Direcção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP, que considera esta «uma realidade que convive com o arrastamento na construção e requalificação de infra-estruturas, muitas delas degradadas ou em condições precárias».
A DORAL atribui a situação ao facto de «os interesses dos grupos económicos e as imposições da UE em torno do défice» pesarem «mais para os Governos do PS e do PSD/CDS que os direitos dos cidadãos», para quem a alegada deslocação de 60 agentes para a região (na verdade são 15, uma vez que 45 se encontram já integrados, explica-se), não passa de «propaganda promovida pelo Governo PS».
Os comunistas algarvios esclarecem, ainda, que «este dito reforço é no fundamental dirigido ao Aeroporto de Faro, quando se sabe que está em curso o desmantelamento do SEF», tratando-se, na realidade, da «substituição de uns por outros».
Neste contexto, a DORAL reclama investimento «na segurança das populações, valorizando os direitos dos profissionais das forças e serviços de segurança, incluindo os salários e as carreiras», bem como «nas instalações e equipamentos destas forças, no alargamento de facto do seu efectivo de modo a garantir uma polícia de proximidade».