A luta continua!
O desfecho das eleições terá profundas implicações, no Brasil e não só
Sim, após a realização das eleições gerais a 2 de Outubro no Brasil, a luta das forças progressistas brasileiras, para derrotar o governo Bolsonaro e a sua política, continua.
A significativa vitória de Lula da Silva na primeira volta das eleições presidenciais – alcançando mais de 48% dos votos –, constitui um valioso resultado, abrindo a confiante perspectiva para uma nova vitória a 30 de Outubro.
O desfecho destas eleições terá profundas implicações para o futuro imediato dos trabalhadores e povo brasileiro, assim como importantes repercussões na América Latina e Caraíbas e no plano mundial.
Estas eleições constituem uma importante oportunidade de dar expressão à vontade de mudança a que aspiram amplas camadas populares no Brasil, pondo fim ao governo de Bolsonaro e à sua desastrosa política, que não deu resposta aos problemas que o Brasil enfrenta, antes os agravou, e afirmando uma outra política que enfrente de forma determinada as profundas injustiças sociais que caracterizam a sociedade brasileira, defenda os direitos e a democracia, promova o desenvolvimento do Brasil como país independente e soberano, que defenda e promova a paz e a cooperação entre todos os povos.
Trata-se de uma batalha político-eleitoral que exige a convergência e o empenho do conjunto das forças democráticas e populares brasileiras, dinamizando uma campanha com uma ampla participação popular, indo ao encontro e mobilizando os trabalhadores e outras camadas da população cujas condições de vida foram profundamente atingidas pela política do governo Bolsonaro, projectando a proposta política que dê efectiva resposta aos seus problemas e anseios.
A vontade e perspectiva de mudança, afirmada e aberta na primeira volta das eleições presidenciais, enfrenta os interesses do grande capital e os sectores mais retrógrados e obscurantistas da sociedade brasileira. Interesses e sectores que, recorde-se, levaram a cabo o golpe de Estado institucional que destituiu a Presidente Dilma Rousseff, em 2016, e a operação de perseguição política que impediu a candidatura de Lula da Silva às eleições presidenciais em 2018, abrindo caminho à eleição de Bolsonaro, a um governo e a uma política reaccionária e anti-democrática e a um projecto de cariz fascizante. Os mesmos interesses e sectores anti-democráticos que, agora e de novo, farão tudo o que estiver ao seu alcance para tentar evitar a sua derrota no próximo dia 30, podendo levar ainda mais longe a sua promoção da mentira, do ódio, da divisão, da violência.
Como o faz coerentemente desde o primeiro momento – ao contrário de outros –, o PCP, ciente dos sérios desafios colocados ao povo brasileiro, reafirma a sua solidariedade para com as forças progressistas brasileiras, nomeadamente o Partido dos Trabalhadores e o Partido Comunista do Brasil, que com outras forças políticas e sociais se mobilizam para continuar a luta pela vitória de Lula da Silva nas eleições presidenciais e afirmar com confiança a esperança e a certeza num futuro melhor para o povo brasileiro, num Brasil mais justo, democrático e desenvolvido.