Concentrações hoje pelo direito à saúde
As Comissões de Utentes de Saúde da Península de Setúbal promovem hoje, 30, concentrações junto aos hospitais Garcia de Orta, em Almada, São Bernardo, em Setúbal, e Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
O Governo deve resolver o quanto antes os problemas que afectam o SNS
Na nota em que dão a conhecer a realização das três iniciativas, as comissões de utentes denunciam a «inoperância» e «falsa e demagógica retórica do Governo, do “faz que faz, mas não faz”». Referem-se, em concreto, ao «sucessivo adiamento em executar as resoluções aprovadas para um verdadeiro Serviço Nacional de Saúde para os utentes». É precisamente para o exigir, e para denunciar a «grave situação no acesso a cuidados de Saúde na região», que as comissões de Utentes se uniram na convocação das três concentrações.
Para junto ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, está também convocada uma conferência de imprensa pelas comissões de utentes de Almada e do Seixal, na qual será apresentada uma Carta Aberta ao primeiro-ministro.
Apelando à participação nesta concentração, a Comissão Concelhia de Almada do PCP considera «inaceitável a manutenção dos constrangimentos impostos a quem necessita de assistência médica ou de enfermagem» naquele hospital, considerando muito grave a repetição de encerramentos de serviços de urgências, de várias valências, como aconteceu mais recentemente em ginecologia/obstetrícia ou com traumatologia. Esta última, acrescenta, prossegue devido à falta de médicos ortopedistas.
Na origem de todas estas situações, garante o Partido, estão a falta de recursos humanos, o reduzido número de especialistas em diversas áreas, as férias de médicos tarefeiros que preenchem lugares em falta e as más condições de trabalho nos serviços de urgência. Problemas desde há muito identificados pelos próprios profissionais de saúde e pelo PCP e que o Governo deve resolver o mais rapidamente possível.
Sector da Saúde em luta
A harmonização de direitos foi a principal reivindicação na concentração de enfermeiros, junto ao IPO de Coimbra. De acordo com uma nota do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o IPO ainda não avaliou a totalidade dos profissionais da instituição, situação que se prolonga desde o descongelamento das carreiras da função pública, em Janeiro de 2018.
Em causa estão os enfermeiros cujo salário foi ajustado em 2011, 2012 e 2013, os promovidos à categoria superior até Setembro de 2009 e todos os que possuem Contrato Individual de Trabalho.
Para exigir a abertura de processos negociais, melhores condições de trabalho, a dignificação e valorização profissional, a justa contagem do tempo de serviço e a admissão de mais trabalhadores, a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, por seu lado, convocou uma greve nacional na saúde para amanhã.
Entretanto, prossegue a campanha Defender e Reforçar o Serviço Nacional de Saúde Público, Gratuito e Universal, lançada pela CGTP-IN no dia 9 de Junho. A União dos Sindicatos do Norte Alentejano promove, hoje, em Portalegre, uma jornada de contactos com trabalhadores e utentes do hospital distrital.Em Viseu, realiza-se uma inauguração simbólica da Unidade de Saúde Familiar S. Teotónio que, segundo a União dos Sindicatos do distrito, ainda não abriu por falta de trabalhadores administrativos. Na Guarda, dia 28, realizou-se uma acção em defesa do SNS, junto ao Centro de Saúde de Ladeirinhas e do Hospital Sousa Martins.