Marrocos condenado por massacre de migrantes em Melilla

A Argélia condenou o que qualificou de «massacre» por Marrocos de migrantes de países subsaarianos que, no dia 24, tentaram saltar a vedação fronteiriça que separa o território marroquino da cidade espanhola de Melilla.

As primeiras estimativas indicavam que o número de mortos foi de 23, mas fontes marroquinas advertiram que o balanço podia ser superior, já que decorriam trabalhos de busca das vítimas, que ultrapassarão as quatro dezenas.

«Brutalidade extrema» e «uso desproporcionado da força» foram os termos empregados para descrever o caso pelo enviado especial do governo argelino para o Saara Ocidental e os países do Magrebe, Amar Belani, que exigiu ao Alto Comissariado da ONU para os Refugiados uma investigação completa.

Segundo o diplomata argelino, os métodos utilizados pela polícia de Rabat «assemelham-se a execuções sumárias». Além disso, acusou o governo marroquino de violar de forma sistemática os direitos humanos apesar do seu papel de «alegado campeão das migrações da União Africana e sede do Observatório Africano das Migrações».

Em Madrid, no domingo, 26, centenas de pessoas protestaram contra o massacre na fronteira entre Espanha e Marrocos e exigiram às autoridades espanholas que respeitem os direitos dos migrantes.

Organizações não-governamentais espanholas dizem ter havido entre 30 e 40 mortos, quando dois mil migrantes de origem subsaariana tentaram entrar em Melilla saltando a vedação de Nador, do lado de Marrocos. As autoridades do país africano detiveram no incidente cerca de um milhar de pessoas.

Os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla são as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com o continente africano. Segundo o jornal El País, a NATO vai estender pela primeira vez a sua «protecção» às duas cidades autónomas, garantindo a defesa da «soberania e integridade territorial dos países».




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