Luta resulta em acordo na Higiene Urbana de Lisboa
Nos plenários, uma semana antes, fora admitido o recurso à greve na Higiene Urbana da Câmara Municipal de Lisboa, mas, após as concentrações de 24 e 25 de Maio, houve acordo sobre a exigência principal.
O valor máximo do suplemento produz efeitos a Janeiro de 2021
Para entregar ao presidente da CML o caderno reivindicativo aprovado para aquele sector, o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa promoveu uma vigília, durante a noite de 24, e um plenário, na manhã de dia 25, em frente dos Paços do Concelho.
João Ferreira, vereador do PCP, dirigiu-se aos trabalhadores, durante o plenário, manifestando-lhes a sua solidariedade, salientando que são essenciais para a vida da cidade e reafirmando o empenho do Partido na defesa dos seus direitos.
Uma delegação do STML/CGTP-IN foi recebida pelo presidente e o vice-presidente da Câmara. O sindicato informou que ficou assumido e firmado em acta o compromisso de actualizar, para o valor máximo de 4,99 euros, o valor do suplemento de insalubridade e penosidade de cantoneiros e condutores, com efeitos retroactivos a Janeiro de 2021.
Ficou também assente que o pagamento dos retroactivos será feito, no máximo, até Agosto próximo, ficando para Janeiro o pagamento das verbas correspondentes aos meses de férias de 2021 e 2022.
«Como acordado nos plenários, realizados a 17 e 18 de Maio, e alcançadas deste modo as principais reivindicações dos trabalhadores e do STML, não há razão para avançar com a greve equacionada para Junho», afirma-se no comunicado que o sindicato divulgou na tarde dessa quarta-feira.
A CML «não poderá alegar desconhecimento» de outras questões colocadas, comentou um dirigente do STML, a propósito da exigência de que seja posto fim a «castigos informais, que têm criado um ambiente de chantagem e intimidação», À agência Lusa, Luís Dias adiantou que, firmado agora um compromisso, o sindicato pretende, «de futuro, ter reuniões regulares com os responsáveis da Higiene Urbana da autarquia».
Gebalis deve pagar
Também no dia 25, de tarde, enquanto decorria a reunião do executivo municipal, concentraram-se na Praça do Município algumas dezenas de trabalhadores da Gebalis, reclamando que seja respeitado o compromisso de aumentos salariais de 10 euros, em 2021, assumido pela anterior administração, durante negociações com os sindicatos da CGTP-IN na empresa (STAL e STML).
A CML substituiu os administradores, no final de Dezembro de 2021, Em Janeiro, a nova administração decidiu uma actualização salarial de um por cento, desrespeitando o compromisso sobre o aumento relativo a 2021 e violando igualmente a obrigação de negociação salarial anual.
O descontentamento dos trabalhadores ficou evidente nas mais de 120 assinaturas que acompanharam uma resolução entregue à administração a 21 de Abril.
A dívida relativa a 2021 representa cerca de 140 euros por cada trabalhador.
Ana Jara, vereadora do PCP, expressou aos trabalhadores em luta a solidariedade do PCP e informou que o problema tinha sido colocado na reunião da CML, pelos eleitos do Partido.