Povo Chileno defende os seus recursos naturais

A quatro meses do final do mandato, o presidente do Chile, Sebastian Piñera, anunciou um leilão para adjudicar contratos de exploração de 400 mil toneladas de lítio, metal ligeiro utilizado no fabrico de baterias.

Entre as companhias concorrentes figuram a Albemarle, da Carolina do Norte (EUA), e a Sociedade Química e Mineira do Chile Soquimich, que têm litígios pendentes com o Estado chileno.

Rejeitando frontalmente tal processo e sob a palavra de ordem «defendamos os nossos recursos naturais», o Partido Comunista do Chile apelou à mobilização nacional para a participação na «marcha pelo lítio» que se realizou no Chile, no passado dia 7.

Também a coligação Aprovo Dignidade (de que o Partido Comunista do Chile é a principal força política integrante) expressou a sua mais absoluta rejeição a tal processo, tanto mais que se trata da exploração de um mineral estratégico para o desenvolvimento futuro do Chile. A Aprovo Dignidade exige a suspensão imediata da referida licitação que fere os interesses estratégicos do País e ignora o actual processo de transformação política e social no Chile, em vésperas de importantes definições pela Constituinte sobre o tratamento a dar aos minerais estratégicos do País.




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