Preços aumentam em 2022

Da elec­tri­ci­dade às rendas, pas­sando pelas por­ta­gens e os trans­portes, o ano de 2022 chegou com um au­mento ge­ne­ra­li­zado de vá­rios ser­viços e bens de pri­meira ne­ces­si­dade.

Vá­rios pro­dutos e ser­viços so­frem au­mentos de preços

O preço da elec­tri­ci­dade para as fa­mí­lias do mer­cado re­gu­lado (915 mil cli­entes) sobe, em média, 0,2 por cento. Já os con­su­mi­dores da ta­rifa so­cial be­ne­fi­ciam de um des­conto de 33,8 por cento sobre as ta­rifas de venda a cli­entes fi­nais.

No mer­cado li­be­ra­li­zado, as ta­rifas sobem na EDP Co­mer­cial (2,4 por cento) e na Galp Energia, 2,7 euros men­sais para as po­tên­cias con­tra­tadas mais re­pre­sen­ta­tivas.

Também as rendas au­mentam cerca de 43 cên­timos por cada 100 euros de renda. O co­e­fi­ci­ente de ac­tu­a­li­zação de 0,43 por cento para os con­tratos de ar­ren­da­mento ru­rais e ur­banos para 2022, pu­bli­cado em Diário da Re­pú­blica, acon­tece após o con­ge­la­mento este ano, na sequência de va­ri­ação ne­ga­tiva do ín­dice de preços, e au­mentos de 0,51 por cento em 2020, 1,15 por cento em 2019, 1,12 por cento em 2018, 0,54 por cento em 2017 e 0,16 por cento em 2016.

O preço dos trans­portes pú­blicos foi ac­tu­a­li­zado em 0,57 por cento. No en­tanto, o valor dos passes so­ciais no Porto e na Área Me­tro­po­li­tana de Lisboa vai manter-se.

A partir do dia 1 de Ja­neiro, sobe ainda o preço das ins­pec­ções a veí­culos ro­do­viá­rios, as te­le­co­mu­ni­ca­ções, as co­mis­sões ban­cá­rias, todos os ser­viços da Com­boios de Por­tugal, com ex­cepção para o Alfa Pen­dular, o papel (de im­pressão e es­crita, mas também o papel hi­gié­nico e os guar­da­napos), o ta­baco, as apó­lices dos ser­viço de saúde, o azeite, o pão e a roupa, entre ou­tros.

 

Por­ta­gens mais caras

Quem passar por por­ta­gens nas auto-es­tradas vai pagar mais 1,84 por cento. Em 2020 e 2021 os preços das por­ta­gens não foram al­te­rados, após quatro anos con­se­cu­tivos de su­bidas: em 2019 as por­ta­gens nas au­to­es­tradas au­men­taram 0,98 por cento, de­pois de au­mentos de 1,42 por cento em 2018, de 0,84 por cento em 2017 e de 0,62 por cento em 2016.

Co­nhe­cida foi já a po­sição daPla­ta­forma P’la Re­po­sição das SCUTS na A23 e na A25, para quem o au­mento do valor das por­ta­gens é «mais um aten­tado ao In­te­rior do País e às suas em­presas, tra­ba­lha­dores e po­pu­lação». «Se o Go­verno qui­sesse, e não quis, podia evitar o au­mento das por­ta­gens no In­te­rior», ob­serva a Pla­ta­forma, acu­sando o Exe­cu­tivo PS de «não querer mexer nos in­te­resses ile­gí­timo e imo­rais das con­ces­si­o­ná­rias».

 



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