Facebook em «META-branqueamento»
Está em lançamento a imagem do META, nome branqueado do mega-oligopólio de informação-comunicação, das chamadas «redes sociais», Facebook, WhatsApp, Instagram, que segundo um vice de Zuckerberg serve 3,6 mil milhões de utilizadores/fornecedores de «matéria-prima» - triliões de dados, tratados numa rede de milhares de computadores -, que «criam» perfis de centenas de milhões de utilizadores de «produtos» comerciais, político-ideológicos, informação falsa, redes de ódio de extrema-direita, que manipulam e transformam, por acção do seu «algoritmo secreto», para o máximo de difusão e lucro.
A espiral de escândalos vem da manipulação dos votantes de Obama, Trump e Bolsonaro, da perversão de falsos perfis, de crimes e genocídios em países diversos, da fabricação de falsos resultados nas presidenciais USA 2020, do assalto ao Capitólio, da conspiração QAnon e do desprezo pelas «medidas de contenção» decididas (salvo na Nicarágua!). A questão já não se resolve com Trump «banido» das «redes sociais», desculpas, regulamentos e pseudo-inquéritos, o conglomerado Facebook foi ameaçado de fragmentação judicial de «concorrência e transparência», o que fez Zuckerberg «mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma», prometendo a Metaverso de «realidade virtual» global.
As «redes», META, Google, Youtube, etc., não são um novo «capitalismo da vigilância» ultra-perverso, são «apenas» o capitalismo de hoje no comando da tecnologia de informação e comunicação, com a «desregulação liberal» a impor a acumulação primitiva criminógena de capitais, como em todos os novos espaços do sistema. O lucro depende do tempo e número de utilizadores de «produtos», sejam eles o que sejam. As falsas notícias têm um potencial seis a dez vezes superior às reais. Nas «redes» domina violentamente o desespero individualista, a «tecnologia persuasiva», o algoritmo, o negacionismo, a extrema direita, a ofensiva ideológica imperialista e as suas agências. As «redes» são um instrumento chave de domínio sistémico. São no fundo irreformáveis e Zuckerberg sabe-o bem.
A verdadeira alternativa é complexa e difícil, mas vai amadurecendo. Pela liberdade, pelo controlo democrático e patriótico das «redes sociais», pelo progresso social e o desenvolvimento soberano.