Monumento ao Vidreiro é marco antifascista
«A Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP afirma o seu frontal desacordo com a intenção dos vereadores da Câmara Municipal do “+MPM” e do Partido Socialista de alteração da localização do Monumento ao Vidreiro, retirando-o do local central da Rotunda do Vidreiro».
«É no local onde sempre esteve que este monumento assume a visibilidade e destaque que é devida aos heróis do 18 de Janeiro de 1934 e aos trabalhadores vidreiros», considera ainda o Partido, para quem «não há nenhuma razão plausível que justifique aquela intenção», e para quem, «após o restauro do monumento e das obras da rotunda, este deve voltar a ser colocado na localização original».
Os comunistas marinhenses realçam, ainda, que assumem esta posição certos de que são acompanhados «por muitos democratas». Apelam, por isso, «a que o povo da Marinha Grande se mobilize em defesa da memória histórica da luta contra o fascismo, que faça ouvir a sua voz contra a desvalorização da importância e significado do 18 de Janeiro e dos trabalhadores vidreiros, e que, pela luta, derrote uma intenção que materializa um profundo desrespeito pela memória de todos aqueles que durante décadas lutaram contra a ditadura fascista e pela liberdade e democracia conquistadas».
«Num período em que se intensificam operações ideológicas de branqueamento do fascismo e dos seus crimes, em que se tentam reabilitar os principais responsáveis pelo regime fascista, em que o populismo e a extrema-direita tentam propagar práticas, conceitos e manifestações de índole fascizante, é ainda mais necessário lembrar que o fascismo existiu e o que foi o seu tenebroso cortejo de crimes», destaca, também, a Comissão Concelhia da Marinha Grande do PCP.