Xiomara Castro em vantagem nas urnas perfila-se como presidente das Honduras
De acordo com resultados preliminares, Xiomara Castro, apoiada pela esquerda, venceu as eleições presidenciais nas Honduras, realizadas no domingo, 28, com clara vantagem sobre os outros 13 candidatos.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou em Tegucigalpa que, com 51,30% das actas eleitorais processadas, Xiomara Castro, do partido Libertad y Refundación (Libre), seguia à frente com 53,61% dos votos. Vinha depois Nasry Asfura, do Partido Nacional (de direita, no governo), com 33,87%. Em terceiro lugar estava Yani Rosenthal, do Partido Liberal, com 9,21% dos votos. A participação foi elevada, com uma taxa de mais de 68% dos 5,2 milhões de eleitores inscritos.
A confirmar-se estes resultados, Xiomara será a primeira mulher eleita presidente da República das Honduras, país onde, historicamente, as eleições eram ganhas ora pelo Partido Nacional, ora pelo Partido Liberal, ambos da direita.
Logo na noite eleitoral, Xiomara proclamou a sua vitória, com base na tendência do escrutínio, considerada irreversível. «Ganhámos», afirmou, na sede do Libre, num discurso breve em que prometeu diálogo com todas as forças políticas e a formação de um governo de «reconciliação, paz e justiça». Garantiu que vai trabalhar para construir uma verdadeira democracia participativa no país e considerou que a sua vitória põe fim ao autoritarismo vigente nas Honduras.
Xiomara é esposa do ex-presidente Manuel Zelaya, derrubado em 2009 por um golpe de Estado apoiado pelos Estados Unidos da América. Actualmente, Zelaya é dirigente do Libre.
Além do presidente – que substituirá o actual, Juan Orlando Hernández, no cargo desde 2014 –, os hondurenhos votaram para escolher três vice-presidentes, 20 membros do Parlamento Centro-americano, 128 deputados do Congresso Nacional e 298 alcaides e respectivos regedores. Acompanharam as eleições 91 observadores da Organização dos Estados Americanos e 70 especialistas da União Europeia.