Uma força imensa de gente que luta
«Há razões para nos sentirmos animados, por ver esta força imensa a descer esta avenida», disse Jerónimo de Sousa aos jornalistas, considerando que «o Governo deveria olhar para esta avenida, para estas pessoas, para estes trabalhadores, que lutam tanto pelo direito a uma vida mais digna». «Ninguém consegue explicar a razão por que não é possível valorizar devidamente os salários», enfatizou, lançando a interrogação: «Qual é a explicação para esta negação de um direito tão importante, como é o direito a um salário digno?»
O Secretário-geral do PCP acompanhou a passagem da manifestação nas proximidades do Centro de Trabalho Vitória. Com Jerónimo de Sousa, da delegação do Partido que saudou os manifestantes – e que foi saudada por muitos destes – fizeram parte Francisco Lopes, Jorge Cordeiro, Jaime Toga, João Ferreira e Margarida Botelho, membros dos organismos executivos do Comité Central, e as deputadas Paula Santos (também do CC) e Diana Ferreira.
Em breves declarações, o dirigente comunista afirmou que ali decorria «uma grande manifestação», fazendo de 20 de Novembro «um dia importante de luta pela valorização do trabalho e dos trabalhadores, particularmente a valorização dos salários, como uma questão fundamental, como uma emergência nacional, a par de outros direitos que têm sido postos em causa».
Com a sua participação, «os trabalhadores, usando aquela experiência e aquela frase célebre de que “os direitos defendem-se exercendo-se”, aqui estão a exercer o direito de manifestação, para proclamar a exigência nacional da valorização dos salários, de regulação dos horários, de valorização de direitos colectivos como a contratação colectiva», concluiu Jerónimo de Sousa.