Também no ambiente o capitalismo é o problema

A JCP promoveu, terça-feira, em Lisboa, uma sessão onde se reafirmou que o «Capitalismo não é verde». Com as dezenas de jovens esteve também Jerónimo de Sousa.

Direito a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado está consagrado na CRP

«Realizamos esta sessão num momento em que na cidade escocesa de Glasgow milhares de dignitários de quase duas centenas de países se reúnem na Conferência das Nações Unidas para o Clima, a chamada COP 26», começou por dizer o Secretário-geral que interveio no final da iniciativa. «Quando tantas vozes se levantam, genuína e justamente preocupadas com acontecimentos extremos ao nível do clima, a COP 26 devia corresponder ao culminar de um debate alargado e ao encontrar de caminhos para os muitos problemas que temos pela frente», acrescentou.

Porém, e para além de uma manifesta aposta na financeirização do ambiente e uma intenção em aplicar o capitalismo à natureza, «existe também quem se aproveite do discurso catastrofista para fomentar a aceitação, ao nível das massas, de que os problemas ambientais se resolvem exclusivamente com recurso à tecnologia, a mecanismos financeiros e especulativos, à taxação dos comportamentos individuais, a mercados e a consumo ditos verdes».

Tempo de avanços

Para o PCP, nada impede que o Governo defenda, na COP 26, uma política que prossiga o extraordinário avanço ao nível dos transportes e da mobilidade que o passe social intermodal representou e que aposte na produção nacional, na pequena e média agricultura, na pequena pesca, na satisfação do mercado interno, em circuitos mais curtos de produção e distribuição.

Igualmente, nada impede o Governo, que ainda está em funções, de abrir os concursos para contratar os trabalhadores em falta nas estruturas do Estado, para implementar as políticas necessárias e para garantir a fiscalização dos múltiplos atentados ao ambiente.

É necessária uma viragem na política ambiental que vise a «preservação do equilíbrio da natureza e dos seus sistemas ecológicas, que respeite o princípio da precaução face a novas ameaças e problemas e que garanta a democratização do acesso e usufruto da natureza, combatendo a mercantilização do ambiente e a sua instrumentalização ideológica e política pelo grande capital», explicitou.

Ao lado da juventude

A iniciativa de dia 2 foi o pontapé de saída para uma campanha da JCP em torno dos problemas ambientais. Estão programadas 26 iniciativas por todo o País que abordarão diferentes questões, como os transportes públicos, a obsolescência programada ou a agricultura super-intensiva.

Uma delegação da JCP também estará presente nas principais manifestações previstas para Glasgow, local onde se realiza a COP 26.

Voltaremos ao assunto na próxima semana.




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