Greve amanhã na CP e na IP

«Aumentar os salários dos trabalhadores é urgente, por isso vamos estar em greve no dia 8», reafirmou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário.

Tal como já tinha sucedido na Infra-estruturas de Portugal, também a administração da CP avançou para a actualização salarial por acto de gestão. No dia 4, o SNTSF salientou que se trata de «poucos cêntimos» e que, mesmo assim, a própria CP informou que este «aumento» só entrará em vigor após autorização do Ministério das Finanças e abrange apenas salários até 800 euros, «deixando sem qualquer aumento a maior parte dos trabalhadores».

Quanto à integração dos trabalhadores da antiga EMEF no Acordo de Empresa da CP, a administração repete o compromisso que não concretizou, mas não indica um calendário de negociação com os sindicatos. O SNTSF sublinha que a concretização desta exigência representará apenas acertos de alguns euros nas remunerações.

O sindicato da Fectrans/CGTP-IN afirma que «os trabalhadores não querem esmolas», lembrando que «têm vindo a ser penalizados há décadas, devido à falta de vontade dos sucessivos governos, nos quais se inclui o actual do PS». No comunicado, salienta-se que «só com a luta de todos é possível alterar a vontade do Governo de baixar e nivelar pelo salário mínimo nacional os salários dos trabalhadores».

A greve de amanhã foi anunciada a 16 de Setembro, numa acção na sede da CP e na residência oficial do primeiro-ministro, promovida pelas comissões de trabalhadores da CP e da IP e por sete estruturas sindicais, entre as quais o SNTSF e a Federação da Função Pública (cujos sindicatos representam trabalhadores da antiga Estradas de Portugal, fundida em 2015 com a Refer, para constituir a IP).

Após este anúncio, como notou a Fectrans, a 24 de Setembro, foi marcada uma reunião na CP, onde foram propostas actualizações salariais de 10 euros, para quem recebe de 645 a 791 euros; os salários de valor superior subiriam até 801 euros. «Será que vamos ter o ministro em greve no próximo dia 8, como forma de protesto contra as propostas que o seu Ministério fez», ironizou então a federação, evocando declarações do ministro das Infra-estruturas.

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Aniversário da CGTP-IN passado a lutar

A 1 de Outubro, 51 anos depois da fundação da Intersindical, a Secretária-geral da CGTP-IN esteve em acções de luta de trabalhadores da Sonae Distribuição, na Maia, e do Grupo Madureira’s, no Porto.

Greve de quatro dias na Lisnave

Desde que começou, no dia 2, a greve na Lisnave Yards registou fortes níveis de adesão, sempre acima de 80 por cento, aqui se incluindo a greve ao trabalho suplementar, quer remunerado, quer em regime de «adaptabilidade», informou o SITE Sul na segunda-feira, dia em que os trabalhadores...

Recusado novo simulacro

«Novamente, o Governo apenas pretende cumprir calendário e não ouvir os trabalhadores da Administração Pública, mantendo sem resposta os problemas que os atingem», protestou a Frente Comum de Sindicatos. Numa nota, dia 1, a reagir à marcação de duas reuniões (a 4 e 7 de Outubro), de apenas uma hora cada, pelo Ministério...

Encontro sindical hoje

A CGTP-IN realiza hoje, a partir das 10 horas, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, o encontro sindical «50 anos com os trabalhadores – Acção e luta, por um Portugal com futuro». Esta iniciativa encerra as comemorações do 50.º aniversário da Intersindical Nacional e, como...