Reforço em votos e mandatos ainda está em construção

«A CDU está nesta batalha eleitoral para crescer e avançar». Foi com estas palavras que Jerónimo de Sousa encerrou, em Sintra, um domingo de campanha no distrito de Lisboa.

A CDU é o espaço de convergência para reivindicar, lutar e conquistar

A confiança manifestada pelo Secretário-geral do PCP é justificada porque, «por todo o lado, a CDU tem feito uma boa e vigorosa campanha, recolhendo um crescendo de apoio e simpatia», disse no comício realizado ao final da tarde no Parque Linear do Cacém.

Imediatamente antes de o líder comunista usar da palavra na mais participada iniciativa da jornada de campanha da Coligação PCP-PEV, interveio o cabeça-de-lista à Câmara Municipal de Sintra.

Pedro Ventura começou por fazer a contabilidade das acções promovidas pela CDU no concelho nos últimos 15 dias: mais de 150. Mas perante o mar de candidatos, activistas e apoiantes, o candidato foi, porém, para lá da quantificação, deixando claro que «estamos aqui, como sempre estivemos, para encontrar soluções, para dar respostas».

Pedro Ventura fez referência ao trabalho realizado pelos eleitos comunistas e ecologistas nos órgãos autárquicos sintrenses, sublinhando que «ao longo dos últimos anos fomos uma oposição crítica, atenta, exigente e construtiva». Nesse sentido, salientou, «de hoje até ao último momento do fecho das mesas de voto, é tempo de trabalho intenso: no esclarecimento, no convencimento, de que só o voto na CDU é útil».

O primeiro candidato da CDU à CM de Sintra também falou de futuro, designadamente dos quatro eixos fundamentais que a Coligação propõe aos sintrenses, num total de 21 medidas. Entre estas, estão propostas para as áreas da mobilidade e transportes e saúde, dois temas enfatizados depois por Jerónimo de Sousa.

O Secretário-geral do PCP foi chamado ao palco por Anabela Vogado, cabeça-de-lista à União das Freguesias do Cacém e São Marcos, que antes de dar a palavra ao dirigente comunista já tinha apresentado todos os primeiros candidatos às freguesias e a cabeça-de-lista da CDU à Assembleia Municipal, Ana Maria Alves.

Ora, para Jerónimo de Sousa, «mais votos e mais mandatos em Sintra» é o que «verdadeiramente conta para dar outro rumo à solução dos muitos problemas que as populações deste concelho enfrentam». Entre os problemas que exigem urgente desfecho favorável ao povo, o dirigente do Partido recordou a reclamação ao Governo de «mais composições e melhores composições, para pôr fim à sobrelotação dos comboios, a supressão de circulações, aos atrasos na Linha de Sintra», a «reformulação e modernização das Estações degradadas», assim como a abolição «das portagens na A16 e na CREL, para que estas se constituam como verdadeiras alternativas a um IC 19 congestionado».

No mesmo sentido, a população de Sintra «espera e desespera» com «a falta de médicos e enfermeiros de família. Faltas que se reflectem no funcionamento dos serviços de saúde e na rede hospitalar». Por isso, o Secretário-geral do PCP lembrou que «há mais de vinte anos que a CDU se bate pela construção de um novo hospital em Sintra, com 350 camas e dotado com as valências necessárias para a correcta assistência à população. Uma solução inadiável face ao esgotamento do Hospital Fernando da Fonseca», considerou o líder comunista, para quem «é preciso dar mais força à CDU para que Sintra veja construída a unidade hospitalar que a situação exige».

Na rua, com o povo
A jornada dominical de Jerónimo de Sousa começou de manhã no Parque Residencial de Vialonga, onde fez questão de sublinhar que «a realização desta iniciativa da CDU aqui, num local central deste bairro e nos moldes em que a estamos a concretizar, não é um mero acaso», mas «uma opção consciente e determinada de contribuir para dar voz aos que, vezes de mais, são esquecidos e empurrados para fora da participação política e social».

«O que hoje queremos dizer é que os moradores deste e de outros bairros (...) encontram na CDU o espaço de unidade e convergência para reivindicar, lutar e conquistar essa vida melhor a que aspiram e têm direito», concretizou, ainda o Secretário-geral do PCP.

A iniciativa realizada no Largo Bento Gonçalves, começou porém com música, pelos «sons da liberdade», três jovens que deram o primeiro embalo a uma força que está a crescer e almeja reconquistar a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

De resto, a necessidade de mudança na gestão autárquica no concelho foi logo vincada nos quatro testemunhos dos primeiros oradores que usaram da palavra, referindo o abandono do bairro por parte da CM de Vila Franca de Xira, a inacção desta última face à carência de transportes na freguesia ou as duras condições laborais que a maioria dos seus residentes enfrenta.

Em sentido contrário, a Junta de Freguesia de Vialonga tem contrariado as políticas da gestão PS no concelho. Primeira candidata em Vialonga, Leonor Alves reforçou por isso a urgência de não apenas manter o PCP-PEV na liderança da junta vialonguense, mas de a Coligação passar a liderar o município.

Leonor Alves deu também a conhecer a vizinhos, amigos e camaradas, com quem sempre tem estado na luta, propostas concretas. E apelando à mobilização para o esclarecimento até ao próximo dia 26, pois nada está ainda ganho, considerou que o ambiente que ali se registava confirmou que a possibilidade de vitória da CDU em Vila Franca de Xira está a crescer, a ser colectivamente construída.

A mesma ideia sublinhou Joana Bonita, cabeça-de-lista da CDU à CM de Vila Franca de Xira, que insistindo na necessidade de os vialonguenses e todos os vilafranquenses terem na autarquia um apoio seguro na reivindicação dos seus direitos junto do Governo, bem como de resolução célere, eficaz e participada dos seus problemas, realçou que a gestão PS está, ao fim de 24 anos, esgotada.

Já a meio da tarde, Jerónimo de Sousa rumou à Pontinha para apoiar as candidaturas da CDU aos órgãos autárquicos de Odivelas. O comício realizou-se no bairro Mário Madeira, onde a luta popular impediu o encerramento da escola.

A escolha não foi, uma vez mais, ao acaso,. Os eleitos e activistas da CDU estiveram na primeira linha da defesa daquele equipamento. Como têm estado na reivindicação e defesa doutros direitos.

Daí que a campanha da Coligação PCP-PEV culmine uma intensa actividade feita do assumir da luta como caminho para responder às aspirações populares, como, aliás, destacou Sandra Benfica, cabeça-de-lista à União das Freguesias da Pontinha e Famões, a primeira a intervir na iniciativa.

Perante uma plateia onde não faltaram todos os primeiros candidatos às Juntas de Freguesia de Odivelas nem os cabeças-de-lista à Assembleia e Câmara municipais, Rui Francisco e Painho Ferreira, respectivamente, coube a este último insistir na demarcação da diferença da CDU face às forças políticas que têm desgovernado o concelho.

Exemplo disso mesmo são as políticas de cedência à especulação imobiliária, prosseguidas ora por PS ora por PSD, afirmou Painho Ferreira, antes de deixar algumas das propostas e linhas de orientadoras da candidatura.

A encerrar, Jerónimo de Sousa também realçou a CDU como a «força distintiva e com provas dadas no poder local», com «um trabalho e uma obra que este território já conheceu e que precisa de ver retomado», prosseguiu, aludindo à necessidade de reconquistar a Freguesia da Pontinha e Famões.

Salientando, por outro lado, que «aqui em Odivelas a candidatura da CDU tem um compromisso assente na construção de um concelho urbanisticamente sustentável e com vivência própria, com justiça social, solidariedade e igualdade», o dirigente comunista lembrou que, para o PCP-PEV, «a habitação é um problema sério a requerer investimento do Estado e intervenção das autarquias».

«Um problema sério de mais para ser jogado demagogicamente como trunfo eleitoral pelo PS e o seu Governo, prometendo mundos e fundos em nome de um PRR que para a habitação não tem - e o Governo sabe que não tem - os montantes financeiros suficientes para corresponder por inteiro a dimensão da carência habitacional no País à propaganda que andam a fazer», acusou.

 



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