No Litoral Alentejano afirma-se o projecto distintivo da CDU

No Litoral Alentejano, Jerónimo de Sousa teceu fortes críticas ao PS por agitar com os milhões da «bazuca» europeia para levar ao engodo os eleitores. Apelou ainda ao reforço da CDU para construir um futuro melhor para todos.

A CDU é uma força com provas dadas

«Enquanto houver estrada pra andar; Enquanto houver ventos e mar; A gente não vai parar; Enquanto houver ventos e mar». A canção de Jorge Palma ecoava pelas ruas da «baixa» da cada vez mais bonita cidade de Alcácer do Sal, na última iniciativa de segunda-feira, 20, da campanha da CDU pelo Litoral Alentejano. Na Avenida dos Aviadores – bem perto do recém qualificado Parque de Feiras e zona envolvente à Praça de Touros – estiveram mais de uma centena de pessoas, dando força ao projecto distintivo da CDU, que neste concelho tem como lema «Sempre a avançar para melhor». Esta e as restantes acções do dia contaram com a participação de João Dias Coelho, da Comissão Política do Comité Central do PCP, responsável pela Direcção Regional do Alentejo, e de Manuel Valente, do Comité Central do PCP, responsável pela Organização do Litoral Alentejano.

Ali, Vítor Proença e Vítor Fidalgo são, respectivamente, candidatos a presidentes da Câmara e Assembleia Municipal.Ana Mendes é a mandatária concelhia. Foi Arlindo José Passos, presidente da União das Freguesias de Alcácer do Sal e Santa Susana, que se recandidata àquele cargo, que fez a primeira intervenção da noite. O autarca considerou a agregação de freguesias como «a maior aberração feita no País». Naquele caso, criaram uma freguesia com 916 quilómetros quadrados, uma extensão, comparou, «superior à ilha da Madeira», que tem dez municípios e 53 freguesias. Falou ainda da campanha feita pela «oposição» que – pedindo desculpa aos circos – parece mais «uma palhaçada». «Chegam ao ridículo» de anunciar «uma obra que a gente ainda não começou», ironizou, reportando-se ao PS.

Vítor Proença recordou aquilo que foi a prestação do PS quando esteve à frente dos destinos do município (de 2005 a 2013). «Após oito anos de gestão do PS, tivemos que meter mãos à obra», recordou, dando conta da «dívida escondida», «obras por concluir», «frota municipal envelhecida», «desorganização nos serviços» e «ausência completa de projectos».

O regresso do Serviço de Transporte Urbano da Cidade de Alcácer para os Bairros e vice-versa; a remodelação do edifício da Oficina da Criança; a construção de todas as infra-estruturas em Foros de Albergaria; a renovação do Cais Palafítico da Carrasqueira; a aquisição de novas viaturas para Serviços Municipais, são apenas alguns exemplos do que se fez nos últimos quatro anos.

Iniciar obras ao nível de infra-estruturas com vista ao desenvolvimento de actividades económicas; aumentar mais 1000 camas turísticas até 2025 em projectos ambientalmente sustentáveis; criar novos programas para vida saudável; apostar na diversidade da oferta desportiva; afirmar os centros históricos da cidade de Alcácer do Sal e da vila de Torrão; apostar no Programa de Apoio à Habitação «1.º Direito», são propostas para o próximo mandato

A encerrar a sessão, Jerónimo de Sousa salientou que o programa eleitoral da Coligação PCP-PEV para Alcácer do Sal «é a demonstração cabal de que só a CDU está em condições de fazer o melhor pela população e pelo futuro do concelho». «Por isso é tão importante que, após 26 de Setembro, o projecto distintivo da CDU, continue ao serviço das populações de Alcácer do Sal», destacou.

Acção e intervenção
Antes, o Secretário-geral do PCP esteve no concelho de Santiago do Cacém, onde a CDU tem como lema «Pensar positivo – Por todos mais próximos». Na Quinta do Chafariz, o dirigente comunista precisouque a CDU é «uma força com provas dadas», como se comprova com a «obra» realizada naquele concelho. «Os eleitos da CDU, ao contrário do PS no Governo ou no concelho, não vivem da promessa fácil, não agitam os milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para levar ao engodo os eleitores», salientou, considerando «um abuso» a utilização dos meios do Estado por parte do Executivo PS.

«À medida que a campanha se desenvolve tem aumentado a arrogância do PS, com afirmações sobranceiras, num estilo que por vezes se aproxima dos tiques de má memória do PSD e do CDS no governo», acrescentou Jerónimo de Sousa, frisando ser «inaceitável» esta «mistura entre o aparelho do Estado e o aparelho partidário em que candidatos do PS fazem anúncios de medidas ou decisões que o Governo se prepara para concretizar».

Neste concelho, a CDU volta a apostar em Álvaro Beijinha para presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. Paula Lopes encabeça a lista à Assembleia Municipal e Margarida Santos é a mandatária concelhia. Álvaro Beijinha reclamou do primeiro-ministro vários investimentos – prometidos, mas nunca concretizados – financiados pelo PRR, nomeadamente rodoviários. «Esperamos que o problema da variante a esta cidade seja contemplado na “bazuca” e que, de uma vez por todas, seja retirado o trânsito pesado da nossa cidade, nomeadamente o de transporte de matérias perigosas», precisou.

Aos «avultados meios de propaganda eleitoral» dos seus adversários políticos, que ninguém viu ou ouviu durante os últimos quatro anos, «numa tentativa desesperada de caça ao voto, Álvaro Beijinha respondeu com acções no «terreno, de mangas bem arregaçadas, junto das pessoas». «Esta é a hora de reforçar a confiança na CDU», apelou.

 

Reconquistar Odemira e Sines com trabalho, honestidade e competência

Jerónimo de Sousa iniciou o périplo pelo Litoral Alentejano no concelho de Odemira, onde a CDU quer ganhar a Câmara Municipal, nas «mãos» do PS desde 1997. Para isso conta com Sara Ramos, candidata a presidente da autarquia. Nuno Góis encabeça a lista à Assembleia Municipal e Justino Santos é o mandatário da candidatura.

Neste concelho – o maior do País e da Europa do ponto de vista geográfico – existem graves problemas económicos e sociais, como o desemprego, o aumento dos problemas dos pequenos e médios agricultores e empresários, a precariedade no trabalho e a pobreza crescente. «O concelho de Odemira esteve e está abandonado pelos sucessivos governos do PS e do PSD. Não se iludam com promessas! É importante terminar com esta maioria absoluta do PS e ganhar a Câmara Municipal», anunciou Sara Ramos.

O Secretário-geral do PCP destacou uma outra dificuldade daquele concelho: a habitação, «cujo problema ganha dimensão com a chegada de milhares de imigrantes, que são alvo de redes de tráfico humano e da exploração desenfreada de novos e velhos agrários – o capitalismo agrário».

Uma situação que «tenderá a aumentar com a permissividade do Governo, como se vê na Resolução do Conselho de Ministros que alarga o perímetro para a instalação de mais estufas», denunciou, reclamando «um maior e mais eficaz apoio aos pequenos e médios agricultores, confrontados com o aumento dos custos de produção como a energia, cujo controlo dos preços o PS rejeitou ao chumbar», na passada sexta-feira, com o apoio da direita parlamentar, uma proposta do PCP (ver página 22). Jerónimo de Sousa exigiu, também, que a Barragem de Santa Clara seja posta ao serviço dos agricultores e das populações.

Relativamente à situação de «sobre-exploração a que milhares de trabalhadores» da região estão sujeitos, avançou com a necessidade de reforço da fiscalização e dos meios da Autoridade para as Condições do Trabalho.

Desenvolvimento integrado
Em Sines, Jerónimo de Sousa realçou a importância da plataforma portuária, industrial e logística do concelho, que «tem vindo a ganhar crescente importância nas movimentações de cargas contentorizadas com destino à Europa». Nesse sentido, reivindicou«um plano de desenvolvimento estratégico integrado no todo nacional, gerador de emprego com direitos», que «assegure, em simultâneo, condições de habitação a preços acessíveis, de acordo com o rendimento disponível das famílias, escolas e creches públicas para os filhos dos trabalhadores, uma rede de cuidados primários do Serviço Nacional de Saúde, o reforço dos meios e condições do Hospital do Litoral Alentejano».

Deu ainda a conhecer um conjunto de projectos que o PCP apresentou recentemente, nomeadamente o aumento do Salário Mínimo Nacional para 850 euros, a defesa da contratação colectiva e a fixação do horário semanal das 35 horas para todos os trabalhadores.

Este é outro concelho que a CDU quer reconquistar para que a população e os trabalhadores possam ter «um futuro de confiança». Jaime Cáceres e André Louzeiro são, respectivamente, os primeiros candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal. Francisco Pacheco é o mandatário concelhio.

«Hoje a população do município de Sines sabe que as equipas da CDU aos vários órgãos autárquicos, para além da sua matriz distintiva, são pessoas com vontade, coragem e determinação em prosseguir políticas de planeamento pela implementação do Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo, apoiada também no Plano Director Municipal de nova geração em Sines, que, quer os sucessivos governos, quer o actual executivo da Câmara Municipal de Sines (CMS), teimam em não implementar», criticou Jaime Cáceres, acusando o actual executivo da CMS, do PS, de «patologia grave por falta de planeamento».



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