Luta e justiça forçam recuos patronais

O Tribunal de Vila Franca de Xira decidiu a favor dos trabalhadores da Avipronto, na providência cautelar que estes interpuseram contra a tentativa da empresa de impor o regime de laboração contínua, revelou o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Sintab).

A Avipronto, no tribunal, «deu o dito por não dito, dizendo que se tratava de uma mera acção de consulta», informou o sindicato da Fesaht/CGTP-IN, salientando que «a decisão é uma vitória clara dos trabalhadores por via da sua organização, com acompanhamento total do Sintab, que juntou todos os trabalhadores em oposição à implementação de horários desregulados e que desvalorizam a sua vida familiar».

Na nota de imprensa que divulgou a 25 de Agosto, o Sintab lembrou que «os trabalhadores da Avipronto estão também em greve a todo o trabalho suplementar, desde Março, por a empresa ter decidido, de forma arbitrária e unilateral, deixar de aplicar o contrato colectivo do sector».

O Pingo Doce acabou por admitir, em declarações à comunicação social, que iria pagar o tempo utilizado pelos trabalhadores no acompanhamento de filhos menores à vacinação contra a COVID-19, revelou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP).

O sindicato da CGTP-IN salientou, numa nota de imprensa de 26 de Agosto, que a sua intervenção foi «determinante» para que a administração viesse «desdizer a informação que as chefias e os recursos humanos estão a veicular junto dos trabalhadores», no sentido de que esse tempo seria descontado no salário ou em banco horas. O CESP alertou que «a vigilância dos trabalhadores é essencial para a concretização» desta orientação.

 



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