1400 presos palestinianos em greve de fome nas prisões israelitas

Cerca de 1400 presos políticos palestinianos em cárceres israelitas começam amanhã, sexta-feira, 17, uma greve de fome indefinida para exigir o fim das sevícias, as transferências de prisão e a política de detenções administrativas.

Entre os prisioneiros envolvidos no protesto está Marwan Barghouti

A Comissão de Assuntos de Detidos e ex-Detidos anunciou, em Ramala, em comunicado, que 1380 palestinianos começarão um protesto gradual em diversas prisões de Israel. Pormenorizou que 400 presos deixarão de ingerir alimentos na prisão de Ramón, 300 em Ofer, 200 em Nafha e um número semelhante em Megiddo, 100 em Gilboa, 80 em Eshel e meia centena nas instalações de Shatta e Hadarim. A lista inclui uma centena de dirigentes palestinianos.

Os presos exigem o fim da repressão, dos abusos, das realocações arbitrárias, do isolamento de numerosos deles e das detenções administrativas. Denunciada por violar o direito internacional, a política israelita de detenção administrativa permite a prisão de palestinianos sem acusação nem julgamento, por prazos renováveis que costumam oscilar entre os três e os seis meses, mas que muitas vezes se prolongam por anos, na base de provas que não são divulgadas e que inclusivamente o advogado do acusado está proibido de conhecer.

Desde há pouco mais de uma semana, Israel adoptou novas medidas repressivas contra os reclusos palestinianos, após a fuga de seis deles da prisão de máxima segurança de Gilboa, chamada «caixa forte» pela sua alegada inviolabilidade. Quatro deles foram recapturados, mas dois continuavam, na terça-feira, 14, em liberdade, apesar da «caçada ao homem» lançada por Telavive.

Nesse contexto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano, em Ramala, denunciou as torturas perpetradas nos centros penitenciários israelitas e apelou ao apoio internacional para que esses crimes sejam travados. «A decisão de Israel de impor formas adicionais de castigo colectivo aos 4600 palestinianos que detém ilegalmente, incluindo mulheres e crianças, assim como às suas famílias, agrava as condições do seu encarceramento», precisou.





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