Fidel Castro é referência da unidade revolucionária
No 95.º aniversário do nascimento de Fidel Castro, intervenções de políticos, intelectuais e cientistas homenagearam o líder histórico da Revolução Cubana e realçaram a actualidade do seu pensamento.
«Não vamos deixar que nos roubem os conceitos de democracia, liberdade e direitos humanos que herdámos de Fidel»
Fidel Castro é presente e futuro da unidade dos revolucionários, afirmou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, intervindo no Encontro Virtual Internacional, convocado pelo Partido Comunista de Cuba e o Fórum de São Paulo, no dia 13, e em que participaram dirigentes políticos, intelectuais e cientistas.
Sublinhou que a unidade defendida por Fidel foi a que fez triunfar a Revolução Cubana e outros processos revolucionários que demonstraram «a capacidade de vencer o mais poderoso império».
Reconheceu o contributo do líder histórico cubano no empenho do país em alcançar a soberania tecnológica e científica. Com esse propósito – recordou –, Cuba encheu-se de escolas, instituições de saúde e centros científicos apesar do «obstinado, injusto e genocida bloqueio dos Estados Unidos da América», o maior obstáculo para o desenvolvimento do país.
Reiterou as denúncias sobre as agressões que Cuba enfrenta da parte do governo dos EUA. Nesse sentido, agradeceu o apoio e a solidariedade, particularmente de países da região latino-americana e caribenha.
«Não vamos deixar que nos roubem os conceitos de democracia, liberdade e direitos humanos que herdámos de Fidel», disse, acrescentando que tão-pouco haverá agressões ou pressões que afastem Cuba do empenho em construir um modelo socialista próspero e sustentável.
Homem de ciência
No Encontro Virtual Internacional «Fidel – Um homem de ciência com visão do futuro», participaram, entre outros, destacados cientistas cubanos, como a investigadora Concepción Campa, que afirmou que o líder cubano foi um humanista e um verdadeiro cientista.
«Dizem-nos que uma pessoa de ciência deve ser racional, objectiva, sistemática, metódica, perseverante, curiosa, comunicativa e de atitude reflexiva e não há um atributo dessa lista que não tenha coincidido com Fidel, mas a sua maior qualidade foi talvez o humanismo», afirmou.
A visão de futuro do líder da Revolução Cubana no desenvolvimento científico permite hoje ao país enfrentar a COVID-19 e contar com cinco propostas de vacinas, consideraram cientistas dessa área.
«Quando Fidel concebeu o avanço da biotecnologia em Cuba, fê-lo como um grande mestre de xadrez, capaz de prever cada jogada no presente para avançar até ao futuro», opinou Vicente Vérez, director do Instituto Finlay de Vacinas, responsável pelas vacinas Soberana 01, Soberana 02 e Soberana Plus.
Marta Ayala, directora-geral do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia, onde foram desenvolvidas as vacinas Abdala e Mambisa, lembrou palavras de Fidel quando inaugurou a instituição, em 1986: «O Centro é grande, mas espero que sejam grandes também os resultados científicos que se obtenham». Considerou que poder contar hoje com essas conquistas é a melhor homenagem a Fidel Castro.
O Encontro contou com intervenções de intelectuais, como o cubano Abel Prieto, presidente da Casa das Américas, o argentino Atilio Boron ou o teólogo brasileiro Frei Beto.