Cuba Vencerá
Os EUA impõem o mais longo e violento bloqueio económico da História
O povo cubano comemorou, há pouco mais de uma semana, o 26 de Julho, Dia da Rebeldia, como é chamado no País, e que assinala os ataques revolucionários no ano de 1953 aos Quartéis de Moncada em Santiago de Cuba e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo. Se é verdade que a História, e por maioria de razão um processo revolucionário, não se fazem nem se decidem num único dia ou momento, é correcto afirmar que no dia 26 de Julho de 1953 o futuro e o destino de Cuba deram um salto histórico. Num quadro de uma profunda crise económica e social, de profundas injustiças e de uma violenta e crescente repressão da ditadura de Fulgêncio Batista contra o movimento popular, um grupo de 131 revolucionários, jovens, na maioria gente humilde, trabalhadores, campesinos e jovens estudantes - entre os quais se integravam nomes como Fidel Castro e Abel Santamaria, os dois principais dirigentes do grupo revolucionário, e também Raúl Castro, entre outros - protagonizava uma viragem na luta contra a ditadura e o imperialismo norte-americano que a apoiava, associando à luta social e política que se vinha intensificando a luta armada organizada preparada na clandestinidade durante mais de um ano.
Do ponto de vista estritamente militar, Moncada foi um fracasso porque o efeito surpresa não se verificou e a discrepância de armamento era gigantesca. Dezenas de revolucionários foram mortos, e outros tantos presos e torturados violentamente. Mas o acto de rebeldia, associado a uma prova concreta da capacidade de organização, e a um conteúdo político profundamente revolucionário patente na célebre auto-defesa de Fidel Castro, “A História me absolverá”, fez com que o 26 de Julho de 1953 tenha sido de facto uma vitória estratégica, que três anos depois resultaria no desembarque do Iate Granma e no início da acção armada em Sierra Maestra, e outros três anos depois na entrada triunfal em Havana que consumaria o fim da ditadura, a libertação de Cuba do jugo neo-colonial do imperialismo norte-americano e o início do processo revolucionário de construção de uma nova Cuba, socialista.
Este valente povo soube, com a luta revolucionária e a sua Revolução socialista, dar seguimento ao legado de Marti na senda da verdadeira independência de Cuba e da América Latina, e é esse crime que a potência imperialista derrotada no processo revolucionário – os EUA - não perdoa a Cuba. Desde a vitória do povo cubano que os EUA impõem o mais longo e violento bloqueio económico da História a este pequeno País de 11 milhões de habitantes. Pelo curso dos anos ficam ataques terroristas de variado tipo, manobras de ingerência e tentativas goradas de invasão ou de assassinato de dirigentes cubanos. Crimes atrás de crimes com um único objectivo: vergar Cuba, a sua independência e o exemplo que dá ao Mundo de construção de uma sociedade alternativa ao capitalismo. É à luz deste percurso histórico que se devem ler os actuais acontecimentos. Os EUA, a cínica e seguidista União Europeia, e todos os reaccionários que arreganham novamente os dentes contra Cuba, não estão preocupados com o seu povo. Pelo contrário, querem usar as dificuldades criadas pela actual situação cruzada com os terríveis efeitos do bloqueio, para fazer aquilo que tentam fazer há mais de meio século. Mas Cuba resiste, e é rebelde por natureza, e vencerá!