Construir uma alternativa com futuro para o Barreiro e para os barreirenses

A CDU apre­sentou no dia 23 de Abril os can­di­datos à pre­si­dência da Câ­mara e da As­sem­bleia Mu­ni­cipal do Bar­reiro, res­pec­ti­va­mente, Carlos Hum­berto e José Luís Fer­reira, numa ini­ci­a­tiva pú­blica que contou com a pre­sença do Se­cre­tário-geral do PCP.

Con­ti­nuar o que foi in­ter­rom­pido no Bar­reiro

Na sexta-feira, todos os ca­mi­nhos foram dar à So­ci­e­dade de Ins­trução e Re­creio Bar­rei­rense «Os Pe­ni­cheiros». Ali es­ti­veram muitas de­zenas de in­de­pen­dentes e sim­pa­ti­zantes, jo­vens e mu­lheres, mi­li­tantes e amigos da Co­li­gação PCP-PEV, de­mons­trando con­fi­ança num pro­jecto par­ti­ci­pado que tem so­mado von­tades, ex­pe­ri­ên­cias e as­pi­ra­ções em torno de um ob­jec­tivo comum: cons­truir uma al­ter­na­tiva com fu­turo para o Bar­reiro e para os bar­rei­renses. A todos foi dis­tri­buído um cravo ver­melho, sím­bolo de Abril e da li­ber­dade.

A ini­ci­a­tiva – trans­mi­tida em di­recto, através de www. fa­ce­book.com/​CDU­Bar­rei­ro2021 –ar­rancou com um mo­mento cul­tural, a cargo de João Mon­teiro (cla­ri­nete) e João Cus­tódio, (con­tra­baixo). De se­guida, Júlio Mes­quita leu o poema «Não passam mais», de Ary dos Santos, que, a de­ter­mi­nada parte, diz: «Em nome do que nós temos; em nome do que nós fomos; re­vo­lução que fi­zemos; de­mo­cracia que somos; em nome da uni­dade; linda flor da classe ope­rária; em nome da li­ber­dade; flor imensa e pro­le­tária; em nome desta von­tade; de sermos todos iguais; vamos dizer a ver­dade; di­zendo: não passam mais!».

Con­quista de Abril
Se­guiram-se as in­ter­ven­ções que todos es­pe­ravam. A dois dias das co­me­mo­ra­ções do 25 de Abril, José Luís Fer­reira, pri­meiro can­di­dato na lista da CDU à As­sem­bleia Mu­ni­cipal do Bar­reiro, re­cordou que o Poder Local De­mo­crá­tico, também uma con­quista de Abril, tem sido alvo de cons­tantes ata­ques. Como exemplo, re­feriu a ex­tinção de fre­gue­sias «im­posta pelo PSD e CDS, mas que hoje, com a di­reita fora do poder, o PS teima em não pre­tender a sua re­versão, como o PCP e o PEV pro­pu­seram». Re­la­ti­va­mente ao ae­ro­porto do Mon­tijo, cri­ticou a pre­tensão do PS, com o apoio do PSD, fa­vo­re­cendo a mul­ti­na­ci­onal Vinci, de «al­terar uma lei para re­tirar com­pe­tên­cias às au­tar­quias», só porque estas «deram um pa­recer que não agrada ao Go­verno».

«Im­porta dizer que só as au­tar­quias CDU se opu­seram a este ver­da­deiro aten­tado am­bi­ental, com re­per­cus­sões muito sé­rias e ir­re­ver­sí­veis no ter­ri­tório e na saúde das pes­soas re­si­dentes na área en­vol­vente», re­forçou o can­di­dato. Con­denou, de se­guida, a po­sição do ac­tual exe­cu­tivo mu­ni­cipal (PS), que optou pelo in­te­resse da Vinci, em de­tri­mento do in­te­resse das po­pu­la­ções e do in­te­resse pú­blico».

No que diz res­peito à Quinta Bra­am­camp, la­mentou que a Câ­mara do PS tenha «ou­tros pro­jectos e ou­tros ne­gó­cios em vista» para «um es­paço que a (an­te­rior) gestão CDU trouxe para a es­fera mu­ni­cipal, que can­di­datou a fundos eu­ro­peus, que foram apro­vados e que visam a re­cu­pe­ração do moinho de maré, o ar­ranjo dos es­paços verdes, o der­rube dos muros da an­tiga fá­brica, a cri­ação de zonas pe­do­nais, per­mi­tindo a vi­vência e o usu­fruto pelas po­pu­la­ções».

José Luís Fer­reira falou ainda de ou­tros pro­jectos ini­ci­ados pela CDU que «an­daram para trás ou que fi­caram pa­rados», como a Es­cola 3, a nova es­quadra da PSP, a falta de de­sen­vol­vi­mento na re­visão do PDM, as baixas taxas de exe­cução dos fundos co­mu­ni­tá­rios, a va­lo­ri­zação do sítio de Al­bur­rica, a re­a­pro­xi­mação do Bar­reiro aos seus rios, a ponte pe­donal e ci­clável para o Seixal, a Mu­leta, barco tí­pico do Tejo, que es­tava em cons­trução, «mas que, até hoje, nin­guém a viu nos nossos rios». Também a «ac­ti­vi­dade cul­tural ou des­por­tiva de­sa­pa­receu com­ple­ta­mente», apontou o can­di­dato.

Ac­ções pelo Bar­reiro
Carlos Hum­berto
re­velou que volta a can­di­datar-se a pre­si­dente da Câ­mara do Bar­reiro, res­pon­dendo ao apelo dos seus ca­ma­radas de Par­tido, de ci­da­dãos sem par­tido e de ou­tros par­tidos que não o meu. «Não podia voltar as costas à terra» que o viu «nascer, crescer e ama­du­recer», acen­tuou, re­cor­dando: «A in­ter­venção cí­vica acom­pa­nhou toda a minha vida, a in­ter­venção po­lí­tica desde muito jovem e a par­ti­dária desde os meus 19 anos. Toda a minha in­ter­venção é mar­cada pelas raízes no Bar­reiro. Nunca deixei de sentir e ter em conta esta terra.»

Disse ainda que o seu «pen­sa­mento» e «ac­ções» sempre es­ti­veram com o Bar­reiro, mesmo nas ac­tuais fun­ções que exerce na Área Me­tro­po­li­tana de Lisboa (AML), onde, nos úl­timo quatro anos, foram dados «passos im­por­tan­tís­simos» em di­versas ma­té­rias, entre as quais a cri­ação do passe Na­ve­gante e a pre­pa­ração de can­di­da­turas ao Plano de Re­cu­pe­ração e Re­si­li­ência. «A razão porque sou can­di­dato a pre­si­dente da Câ­mara é para co­locar à dis­po­sição do Bar­reiro o meu saber, a minha ex­pe­ri­ência, os meus co­nhe­ci­mentos, os con­tacto que fui cons­truindo. É para con­ti­nuar o que foi in­ter­rom­pido», frisou Carlos Hum­berto.

Como pri­o­ri­dade, su­bli­nhou a im­por­tância do «de­sen­vol­vi­mento eco­nó­mico», do «papel es­tra­té­gico que os an­tigos ter­ri­tó­rios in­dus­triais terão nesse mesmo de­sen­vol­vi­mento» e da «cul­tura e da arte, do des­porto e do as­so­ci­a­ti­vismo, da di­ver­si­dade cul­tural, como fac­tores im­por­tantes para o cres­ci­mento de cada um de nós e para o nosso equi­lí­brio emo­ci­onal, para a nossa saúde e qua­li­dade de vida».

Também o «am­bi­ente, sus­ten­ta­bi­li­dade e di­ver­si­dade» estão pre­sentes nas pre­o­cu­pa­ções da CDU. «Não po­demos cons­truir em zonas de re­serva e de risco. Não po­demos tomar de­ci­sões que co­lo­quem em causa o di­reito à pai­sagem», re­forçou o can­di­dato, re­cla­mando «edu­cação para todos», «in­ter­venção so­cial» e uma «ci­da­dania ac­tiva, plena e par­ti­ci­pada».

Olhando para o fu­turo, Carlos Hum­berto afirmou que «o com­bate do Poder Local de hoje é in­dis­so­ciável de maior pro­xi­mi­dade às pes­soas, de mais meios para re­solver os pro­blemas con­cretos das lo­ca­li­dades, de mais com­pe­tên­cias, com os meios ne­ces­sá­rios, de mais e me­lhor ar­ti­cu­lação com os mu­ni­cí­pios vi­zi­nhos, de mais in­ter­venção do Poder Local nos ór­gãos de de­cisão de em­presas do Es­tado com fortes im­pactos lo­cais» e de «mais meios, com­pe­tên­cias e de re­forço ins­ti­tu­ci­onal da AML e da con­cre­ti­zação da Re­gi­o­na­li­zação do País».

 

Je­ró­nimo de Sousa des­taca com­pe­tência dos can­di­datos da CDU

No início da sua in­ter­venção, o Se­cre­tário-geral do PCP des­tacou as qua­li­dades dos can­di­datos apre­sen­tados. Sobre Carlos Hum­berto disse ser «um homem que tem dado o me­lhor de si pelo seu con­celho e pelas suas gentes, como o com­provou quando as­sumiu no pas­sado as mais altas res­pon­sa­bi­li­dades no mu­ni­cípio». Por seu lado, José Luís Fer­reira é um can­di­dato «com uma grande in­ter­venção e ex­pe­ri­ência na nossa vida co­lec­tiva e com um his­to­rial de grande de­di­cação à causa pú­blica».

São dois can­di­datos «prontos a servir as po­pu­la­ções, co­nhe­ce­dores da re­a­li­dade, dos pro­blemas e dos de­sa­fios que se co­locam ao de­sen­vol­vi­mento do con­celho do Bar­reiro, o que pode ainda contar com o saber e a mais que com­pro­vada en­trega e dis­po­ni­bi­li­dade do co­lec­tivo da CDU, que tem um tra­jecto de in­ter­venção de dé­cadas nesta terra, mar­cada pelos va­lores do tra­balho, ho­nes­ti­dade e com­pe­tência e que são a marca do seu pro­jecto dis­tin­tivo», va­lo­rizou o di­ri­gente co­mu­nista.

Aos pro­blemas e pro­jectos apre­sen­tados pelos can­di­datos, Je­ró­nimo de Sousa acres­centou a ne­ces­si­dade de «lutar» para re­solver «o grave pro­blema da exis­tência de mi­lhares de fa­mí­lias sem mé­dico de fa­mília» e ga­rantir que «se con­tinue a ca­mi­nhar» para a pro­gres­siva gra­tui­ti­dade do passe so­cial, «ao mesmo tempo que se as­se­gura o alar­ga­mento da oferta dos trans­portes pú­blicos e da sua se­gu­rança neste quadro de epi­demia do COVID-19».

Ainda sobre as pró­ximas elei­ções au­tár­quicas, o Se­cre­tário-geral do PCP re­feriu que são «uma ba­talha po­lí­tica de grande im­por­tância pelo que re­pre­sentam no plano local, mas também pelo que podem con­tri­buir para dar força à luta que tra­vamos no plano na­ci­onal por so­lu­ções para os pro­blemas na­ci­o­nais e em de­fesa da me­lhoria das con­di­ções de vida do povo».

«Vamos para estas elei­ções com a con­fi­ança e a con­vicção de que é pos­sível dar um forte im­pulso no re­forço elei­toral da CDU no Bar­reiro e com ele re­tomar um ca­minho de fu­turo de igual­dade, de jus­tiça e bem-estar co­lec­tivos, e, ao mesmo tempo, com mais CDU acres­centar força à luta e à razão de todos os que as­piram a uma outra po­lí­tica, pa­trió­tica e de es­querda, no plano na­ci­onal», con­cluiu.



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