Cuba - Revolução de todo um povo
Realizou-se o VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba, uma força revolucionária, vanguarda do povo, guardião de uma Revolução que proclamou o seu carácter socialista há precisamente 60 anos. Desde essa altura que Cuba e a sua Revolução são alvo de uma guerra sem tréguas do imperialismo, e em especial do imperialismo norte-americano. O objectivo de derrubar pela força, pelo bloqueio económico, pelas tentativas de conspiração, agressão e assassinato de dirigentes, pelo terrorismo e a manipulação mediática a revolução socialista cubana, persiste até aos dias de hoje. Mas também persiste a Revolução, precioso exemplo de resistência, perseverança, coerência, coragem e dignidade.
E é por isso que a abordagem deste Congresso na comunicação social faz, no essencial, tábua rasa da realidade e do percurso histórico daquele Partido e daquele povo até hoje. Marcada, no essencial, pelo preconceito anticomunista, pela fulanização e ocultação da real discussão no Partido e na sociedade cubana, o que presidiu à linha editorial nos media dominantes é o indisfarçável desejo da «queda» do socialismo em Cuba. A «tese» principal é a de que as alterações na direcção do PCC; a «profunda crise económica» e a «inevitabilidade» da «abertura» à «iniciativa privada» e à «liberdade» da internet e das redes sociais», conduzirá obrigatoriamente ou a um colapso ou a uma rendição «interna» ao capitalismo.
Mas a principal fraqueza dessa tese reside no que os media não mostraram, um amplo e aberto processo de discussão democrática sobre o modelo de desenvolvimento económico socialista e os reais problemas, não ignorados e que resultam em grande medida do criminoso bloqueio económico; maior eficiência do Estado no seu papel central na economia; aprofundamento da democracia socialista e da participação popular na definição dos destinos do País; necessidade do reforço do papel do Partido, da sua organização e dos seus quadros na ligação às massas; compromisso de servir o povo e prosseguir reafirmando o socialismo como o garante da liberdade, independência e soberania de Cuba. Foi isto que, não fugindo a insuficiências, foi discutido naquele Congresso e que é alvo de discussão pelo povo de Cuba. Como afirmam os cubanos, a maior riqueza daquele país são as pessoas, e é isso que nos dá profunda confiança numa Revolução que é de todo um povo.