Venezuela mantém tropas na fronteira com Colômbia
Continua a situação tensa em La Victoria, no Estado de Apure, na Venezuela, junto à fronteira com a Colômbia. Depois de um ataque de narco-mercenários colombianos, a Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela interveio na zona, garantindo a tranquilidade dos habitantes.
Forças venezuelanas responderam a ataque de narco-mercenários colombianos
A Força Armada Nacional Bolivariana mantém-se ao longo da fronteira com a Colômbia, como parte da operação Escudo Bolivariano, durante a qual foram deslocadas para a região tropas de intervenção rápida. Depois dos ataques de grupos armados irregulares colombianos à localidade de La Victoria, no passado dia 21 de Março, o Comando Estratégico Operacional da Força Armada (Ceofanb) posicionou as suas tropas no Estado de Apure e fortaleceu a vigilância em todos os territórios limítrofes com o país vizinho, informa a Prensa Latina a partir de Caracas.
Como parte das acções de contenção, o alto comando militar activou uma zona operativa de defesa integral de carácter especial, a qual abarca três municípios e mais de 700 quilómetros da linha fronteiriça.
Também os efectivos da 94.ª Brigada Especial Integral Negro Primero, depois de vários dias de confrontos com os bandos de mercenários e traficantes de droga, garantem a segurança das populações e levam a cabo operações de busca e captura, de acordo com informações oficiais.
A estratégia defensiva posta em prática pelo comando militar resultou na morte de nove atacantes colombianos. Além disso, 33 detidos foram presentes à justiça militar, seis acampamentos foram destruídos e 16 artefactos explosivos desactivados no teatro de operações.
O governo da Venezuela solicitou à Organização das Nações Unidas (ONU) que auxilie com os seus conhecimentos a FANB na limpeza e desactivação desses dispositivos.
Nestas operações, oito efectivos das forças armadas venezuelanas perderam a vida e 34 outros ficaram feridos, dos quais 21 já receberam alta médica.
Defender a soberania
O presidente Nicolás Maduro denunciou a escalada de agressões na fronteira com a Colômbia, que visa criar um cenário de confrontação entre os dois países sul-americanos.
O chefe do Estado assegurou que os serviços de inteligência e o exército da Colômbia articulam acções com alguns desses grupos armados, aos quais confiam missões para executar em território venezuelano, em coordenação com o Comando Sul dos EUA.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, instou o Conselho de Segurança e o secretário-geral da ONU, António Guterres, a investigar o impacto das incursões perpetradas pelos grupos armados colombianos, bem como a servir de mediador, junto de Bogotá, no sentido de abrir um canal de comunicação para abordar a situação na fronteira.
O chefe do Estado Maior do Ceofanb, descreveu as complexas condições geográficas da zona, a qual se encontra abandonada pelo exército colombiano e à mercê de paramilitares, narcotraficantes e qualquer outro grupo ilegal que deseje operar sem controlo. Reafirmou, ainda, a lealdade das FANB à pátria e o seu compromisso com a defesa da soberania nacional.