Resultados eleitorais no Equador e no Peru

No Equador, realizou-se no domingo, 11, a segunda volta das eleições presidenciais, entre Andrés Arauz, candidato da União pela Esperança (UNES), integrada pelo movimento Revolução Cidadã e pelo Partido Comunista do Equador, entre outras forças políticas e sociais, e Guillermo Lasso, do movimento de direita Criando Oportunidades (CREO), em aliança com o Partido Social Cristão.

De acordo com os resultados oficiais, Lasso, ex-banqueiro, venceu, obtendo 52,44% dos votos, contra 47,56% do seu oponente. Logo na noite das eleições, Arauz reconheceu a vitória do adversário. Para tal resultado contribuiu o apelo ao voto nulo do ex-candidato Yaku Pérez, dividindo o eleitorado indígena – que em parte se mobilizou para o voto em Andrés Arauz – e favorecendo objectivamente o candidato da direita.

O candidato da esquerda, Andrés Arauz, afirmou que «naturalmente, acreditamos que representamos e lutamos por ideias e valores distintos». Hoje, «chegou o momento de avançar, temos que estender pontes e construir consensos. Este é um revés eleitoral mas de nenhuma maneira é uma derrota política nem moral», considerou.

Arauz apelou «à paz e à reconciliação na base do respeito absoluto pelos direitos humanos» e pediu que seja posto fim à «perseguição política» no Equador. «A perseguição política deve terminar, devemos tratar-nos como adversários e não como inimigos».

Nos últimos quatro anos, no mandato do presidente Lenin Moreno, muitos dirigentes da Aliança PAIS, incluindo o ex-presidente Rafael Correa, e do posterior movimento Revolução Cidadã, foram submetidos a inaceitáveis processos judiciais com clara motivação política e presos, como o vice-presidente do Equador, Jorge Glas.

 

Segunda volta no Peru

No Peru, decorreu também no dia 11 a primeira volta das eleições gerais. Nas presidenciais, segundo o Gabinete Nacional de Processos Eleitorais, Pedro Castillo, do partido Peru Livre, com 18,94% dos votos, e a neoliberal Keiko Fujimori, do grupo Força Popular, com 13,26%, vão disputar a segunda volta, em Junho.

A candidata Verónika Mendonza, da aliança de esquerda Juntos pelo Peru, integrada pelo Partido Comunista Peruano e pelo Partido Comunista do Peru (Pátria Roja), que obteve 7,8% dos votos declarou que «o povo peruano falou através do voto, escutamos e respeitamos a sua voz e assumimos com muita responsabilidade o mandato que nos confiou». Manifestou a disposição da Juntos pelo Peru de «dialogar e trabalhar com todas as forças políticas democráticas».




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