Rússia e EUA anunciam prorrogação do tratado START-III
ACORDO Rússia e EUA acordaram, depois de uma conversa telefónica entre os presidentes Vladimir Putin e Joe Biden, em prorrogar por cinco anos o Tratado de Redução e Limitação de Armas Estratégicas Ofensivas (Start-III).
Tratado é o único vigente entre as duas potências visando reduzir o armamento nuclear
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou na sexta-feira, 29, a lei que prolonga o Tratado de Redução e Limitação de Armas Estratégicas Ofensivas (conhecido por START-III), anunciou o Kremlin.
Com vigência até 5 de Fevereiro de 2026, a lei «ratifica o acordo sobre a prorrogação do tratado entre a Federação da Rússia e os Estados Unidos da América sobre medidas para continuar a reduzir e limitar as armas estratégicas ofensivas» e foi apresentado por Putin à Duma, a câmara baixa do parlamento russo, depois de passar pelo Conselho da Federação, a câmara alta.
O tratado em vigor foi assinado em Abril de 2010 pelos então presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, e caducava em princípios deste mês.
No dia 26, Putin anunciou que se chegou a um acordo para a extensão do convénio por um quinquénio, aludindo à conversa telefónica na véspera com o presidente norte-americano, Joe Biden.
A extensão do tratado – o único vigente entre EUA e Rússia visando a redução de armamento nuclear de longo alcance – permitirá a Washington e Moscovo continuar a monitorização mútua dos arsenais nucleares.
Há uma década, o START-III estabeleceu que cada uma das partes reduziria os armamentos estratégicos ofensivos para que, num prazo de sete anos, a soma dos seus misseis balísticos intercontinentais, mísseis em submarinos e em bombardeiros pesados não excedesse os 700. Além disso, o total de ogivas nucleares nesses mísseis devia ficar abaixo dos 1550 por cada país subscritor e o número de portadores (lançadores em terra, submarinos e aviões) seria inferior a 800.