Emergência é reforçar o SNS

«Mais do que estados de emergência, o que se impõe são medidas como o reforço do Serviço Nacional de Saúde, para acudir a situações como as [que estão a ocorrer] nos lares de idosos e para concretizar os mecanismos de apoio social», considerou Jerónimo de Sousa no final da reunião com o primeiro-ministro.

Em declarações à comunicação social após o encontro com António Costa, em São Bento, na sexta-feira, 8, o Secretário-geral do PCP reiterou dúvidas quanto à eficácia de medidas restritivas como as imposta à circulação de pessoas ou à manutenção de actividades económicas, já que, insistiu, os seus efeitos estão por comprovar.

Jerónimo de Sousa realçou, ainda, que os eventuais condicinamentos a aplicar no quadro do novo Estado de Emergência «não podem ser dissociados e desligados de respostas a problemas existentes», pelo que se «exige uma visão mais global».

«O reforço do SNS em meios e em profissionais é decisivo nesta fase», insistiu o dirigente comunista, que, além de visar a resposta à pandemia, chamou a atenção para os problemas que enfrenta quem «vê a sua consulta adiada ou a cirurgia que fica em espera, mais uma vez».

Jerónimo de Sousa reafirmou, igualmente, que o PCP considera que «a situação nos lares exige medidas de exceção», e no que toca a iniciativas a tomar nestas instituições lembrou o exemplo da actuação corrente das brigadas de intervenção rápida, as quais «estão seis ou oito dias num local a cuidar dos utentes, mas depois partem para outro lado», sem «nunca acabarem o trabalho».




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