A candidatura que é alavanca para a luta que continua

MOBILIZAÇÃO Desde Setembro a contactar os trabalhadores e as populações em todo o País, a candidatura de João Ferreira a Presidente da República abriu o período oficial de campanha eleitoral com um vibrante comício no Coliseu do Porto.

O esclarecimento e mobilização continuam até dia 24

«Esta é a candidatura que conta para todas as batalhas do presente o do futuro. E é esta a sua grande utilidade.» A afirmação foi proferida no Porto por João Ferreira, para quem cada voto na sua candidatura constituirá «mais uma alavanca para a luta que continua», pois os seus valores e activistas não só não desaparecerão depois das eleições como por cá ficarão, «a lutar pelos direitos de todos os dias». É, insistiu, a candidatura «dos que não viram a cara à luta, não se escondem e não desistem».

Partilhando a tribuna do Coliseu do Porto com o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, os mandatários nacional e regional Heloísa Apolónia e José António Pinto, a vereadora da CDU na Câmara Municipal do Porto, Ilda Figueiredo, e o historiador Manuel Loff (ver página 6), o candidato acrescentou que as eleições do próximo dia 24 são a oportunidade «de cada um fazer ouvir a sua indignação, a sua reivindicação e dar força a quem dá voz aos seus problemas de todos os dias e tem propostas para lhes responder». Este é, pois, o tempo de «levar a luta até ao voto».

São muitas as razões que fazem do voto em João Ferreira um «voto seguro» e foi o próprio a enumerá-las. Em primeiro lugar, é um voto num «percurso de vida e num património de luta inteiramente ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País». E numa candidatura que «não hesita em defender a independência e a soberania nacionais, contra todo o tipo de imposições e ingerências externas, e assume o caminho da paz e da amizade entre os povos como fonte para o relacionamento internacional».

Cumprir a Constituição

A candidatura de João Ferreira tem na Constituição, que todo o Presidente da República jura «defender, cumprir e fazer cumprir», o essencial do seu programa político. E é esta mesma Constituição, lembrou o candidato, que consagra importantes direitos dos trabalhadores, dos jovens, dos idosos, das mulheres, que garante a todos – sem distinção de qualquer tipo – educação, saúde, protecção social, habitação, cultura e desporto, que rejeita o racismo, a xenofobia e todo o tipo de discriminações.

Votar na candidatura de João Ferreira conta, assim, e de modo decisivo, para derrotar «projectos anti-democráticos e de confronto com a Constituição da República Portuguesa», como também para aprofundar «liberdades e direitos democráticos» nela consagrados. É um voto que influenciará o rumo da vida nacional «no sentido do desenvolvimento, do progresso e da justiça social», concluiu o candidato.

Mobilização e participação

Inicialmente marcado para o início da tarde de domingo, o comício foi mudado para as 11 da manhã, a sua lotação reduzida a metade e as medidas de protecção ainda mais reforçadas, tendo em conta a evolução da situação epidemiológica e as medidas resultantes de mais uma renovação do estado de emergência. Já na véspera, sucedera o mesmo com a sessão pública de Silves, realizada também da parte da manhã e com menos participantes do que inicialmente previsto (ver página 7).

Esta foi uma das alterações a que a candidatura de João Ferreira procedeu na sua campanha para a ajustar às «condições concretas da epidemia e sua evolução». Numa nota de imprensa divulgada no dia 8, informava-se que almoços, jantares, arruadas e desfiles serão anulados, mantendo-se as iniciativas de esclarecimento «cujas características e organização permitam assegurar todas as condições de protecção sanitária», como as sessões públicas. A notável organização, aliada ao comportamento exemplar dos participantes no comício do Coliseu, demonstrou uma vez mais que é possível compatibilizar ambos os aspectos.

Fazendo tudo para salvaguardar a saúde dos seus activistas e apoiantes, bem como da população em geral, a candidatura de João Ferreira não prescinde da «acção de mobilização e participação que, em si mesmas, valorizam e dignificam este acto eleitoral». Como afirmou o próprio candidato da tribuna do Coliseu do Porto, «não desistiremos de, com todas as condições de segurança, ir com a voz desta candidatura a cada canto deste país, e por todos os meios, até às nossas comunidades na diáspora, lembrando que a 24 de Janeiro é necessário que ninguém falte à chamada para se abrir um horizonte de esperança no futuro de Portugal».




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