Bingo do Belenenses ainda deve

Na véspera da concentração de trabalhadores do Bingo do Belenenses, para denunciar atrasos no pagamento de remunerações, a direcção do clube de futebol comunicou que iria pagar no dia seguinte o subsídio de férias.

Para o Sindicato da Hotelaria do Sul, esta medida resultou da luta e foi uma tentativa de travar a acção pública, a 29 de Dezembro, no exterior da sala de jogo (Avenida João Crisóstomo, em Lisboa), mas os trabalhadores decidiram mantê-la, exigindo o pagamento do valor em falta e a reabertura da sala, encerrada há cerca de um mês.

Como os trabalhadores receavam, o salário de Dezembro veio juntar-se à dívida, confirmou anteontem ao Avante! o coordenador do sindicato, Luís Trindade.

Em comunicado, a anunciar a acção de dia 29, o sindicato da Fesaht/CGTP-IN chamou a atenção para as grandes dificuldades financeiras dos trabalhadores, cujos rendimentos tiveram uma redução considerável desde Março de 2020, consequência das perdas de prémios de produção, num quadro de baixos salários.

O Governo concessionou a sala de jogos à empresa «Números Combinados», mas a transmissão ainda não foi concluída, pelo que o clube assumiu a gestão do estabelecimento e as responsabilidades perante o pessoal.

Desde o Verão que o sindicato tem insistido para o pagamento do subsídio de férias. Continuam em dívida o subsídio de Natal e, agora, o salário de Dezembro.

A Secretaria de Estado do Turismo ainda não respondeu a um pedido de reunião formalizado «há semanas». Além de insistirem com o Governo, os trabalhadores e o sindicato decidiram, durante a concentração, realizar uma acção semelhante nos próximos dias, caso continuem sem receber o mês de Dezembro.

 



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