Rússia não espera mudança de relações com nova administração norte-americana

O presidente Vladimir Putin declarou que, após a tomada de posse de Joe Biden, a 20 de Janeiro, a Rússia não espera qualquer alteração nas relações com os Estados Unidos da América, marcadas por tensões crescentes.

Falando numa reunião com altos responsáveis do seu país, no dia 23, e citado pela agência noticiosa Sputnik, Putin afirmou não crer que, com a nova administração norte-americana, as relações entre Moscovo e Washington piorem, acreditando que elas serão «as habituais». E apelou aos dirigentes russos para prosseguir o desenvolvimento das capacidades económicas e militares da Rússia, para fazer face «às dificuldades e às ameaças».

Na mesma altura, o vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Riabkov, declarou não esperar «nada de bom» da futura administração Biden, da qual fazem parte muitos membros que «construíram a carreira à conta da russofobia».

Numa entrevista à agência de notícias Interfax, Riabkov, que é o responsável governamental pelas relações com as Américas e pela não-proliferação de armas, afirmou: «É claro que não esperamos nada de bom. Seria estranho esperar algo de bom de pessoas que, muitas delas, construíram a sua carreira com a russofobia, lançando fel sobre o meu país».

O vice-ministro defendeu que a Rússia deve ter um «diálogo selectivo» com os Estados Unidos, escolhendo unicamente os assuntos que interessam a Moscovo. Precisou que os governantes russos devem pôr em prática uma política «de contenção total dos Estados Unidos, em todas as direcções, porque a política americana face à Rússia é profundamente hostil». Uma tendência, sublinhou, que não deve mudar com a nova administração, que chega ao poder com uma «pesada herança».

Riabkov declarou que a Rússia não tenciona «iniciar contactos com a equipa de transição de Biden», poucas horas depois do presidente-eleito norte-americano ter prometido responder a um gigantesco ciberataque contra os Estados Unidos. Biden estaria a encarar diversas opções para sancionar a Rússia, à qual atribuiu esses ataques.



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