Eleições nos EUA evidenciam graves problemas e contradições

EUA As eleições para a Presidência dos Estados Unidos da América, assim como para a Câmara de Representantes e para o Senado, realizaram-se anteontem, 3. À hora do fecho da nossa edição não havia resultados finais.

O sistema eleitoral dos EUA é profundamente antidemocrático

As eleições nos EUA tiveram lugar num contexto marcado pelo agravamento da situação económica e social e pela acentuação de importantes clivagens no seio da sua classe dominante quanto à forma de lidar com o descontentamento popular e de contrariar o declínio relativo dos EUA no plano internacional.

Expondo o carácter profundamente antidemocrático do sistema político e eleitoral norte-americano – onde se multiplicam mecanismos e manobras que visam condicionar e colocar em causa a expressão da vontade popular –, as eleições realizaram-se numa situação que colocou em evidência a gravidade de problemas, contradições, desigualdades e conflitos na sociedade norte-americana.

As eleições realizaram-se ainda após quatro anos de Administração Trump, que aprofundou a política de favorecimento do grande capital e promoveu uma deriva ainda mais reaccionária, animando forças de extrema-direita, racistas e fascistas, o que expôs a falsidade do seu demagógico discurso «anti-sistema». A Administração Trump acentuou igualmente a corrida aos armamentos e a política de confrontação, ingerência e agressão do imperialismo norte-americano.

No quadro da indefinição que ainda existe relativamente aos resultados das eleições e não menosprezando explicitas diferenças relativamente a medidas da política interna e à necessidade de derrotar perigosas derivas fascizantes, alerta-se para que, pelo que já declarou, a candidatura de Joe Biden se propõe prosseguir uma política externa que reafirma como objectivo a salvaguarda do domínio hegemónico do imperialismo norte-americano no plano mundial, com o que representa de ameaça à soberania e direitos dos povos, à segurança internacionais e à paz.

O PCP reafirma a sua solidariedade aos comunistas, às forças e sectores progressistas norte-americanos que lutam pela democracia, pela justiça e o progresso social, pela paz, confrontando um sistema de poder contrário aos interesses dos trabalhadores e do povo dos EUA.




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