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1650 a.C. – O Papiro de Ahmes

O Papiro de Ahmes, também conhecido por Papiro de Rhind por ter sido adquirido no Egipto pelo antiquário e arqueólogo escocês Henri Rhind, é o mais extenso e o mais famoso tratado de matemática egípcio que chegou aos nossos dias. Cópia de um antigo papiro que esteve em poder do escriba Ahmes, o papiro detalha a solução de 85 problemas de aritmética, fracções, cálculo de áreas, volumes, progressões, repartições proporcionais, regra de três simples, equações lineares, trigonometria básica e geometria. O documento revela que os egípcios já tinham calculado o valor do número infinito Pi (π) como sendo 3,1605, uma margem de erro de menos de um por cento (π = perímetro / diâmetro é 3,1416...). Fonte da maioria de informações disponíveis sobre os matemáticos egípcios da antiguidade, o Papiro de Ahmes não foi escrito com os hieróglifos convencionais mas em escrita hierática, em que o alfabeto tem os mesmos tipos que os hieróglifos mas com formas diferentes e mais simples. Composto por três partes, ditas “livros”, o Papiro faz parte do acervo do Museu Britânico, onde estão os livros I e II (40 problemas algébricos e 20 problemas de geometria e medições); o Livro III (14 multiplicações, fracções e progressões) está no Museu de Brooklin, Nova Iorque.



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