China rejeita venda de armas pelos Estados Unidos da América a Taiwan
CONTRA-MEDIDAS A China rejeitou a decisão dos Estados Unidos da América de vender mais armas a Taiwan e assegurou que responderá com contra-medidas pertinentes face a uma decisão que considera ser uma intromissão nos seus assuntos.
Pequim avisa que aplicará contra-medidas «legítimas e necessárias»
Ao aprovar a venda a Taiwan de equipamentos militares no valor de mais de dois mil e 300 milhões de dólares, Washington viola novamente o princípio de «Uma só China» e os compromissos assumidos quando estabeleceu relações com Pequim, avisou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.
Segundo denunciou o diplomata chinês, a Casa Branca insiste em enviar sinais errados a grupos de separatistas na ilha, mas também ameaça a paz e estabilidade no estreito de Taiwan.
Wang exigiu à administração Trump recuar na sua decisão ou de contrário enfrentará contra-medidas «legítimas e necessárias» da parte da China para defender a sua soberania e os seus interesses de segurança.
Os EUA autorizaram, na segunda-feira, 26, uma nova transacção, dias depois de aprovar outra venda de armamentos a Taiwan por mil e 800 milhões de dólares.
No mesmo dia, a China anunciou sanções contra indivíduos e empresas norte-americanas como a Boeing Defense, a Lockheed Martin e a Raytheon, pela sua participação no negócio. Segundo analistas, tais medidas implicariam uma restrição das exportações, pela China, das chamadas «terras raras», vitais para as indústrias tecnológica, militar e de aviação.
O apoio à ilha de Taiwan é uma das questões a que nos últimos meses os EUA têm recorrido na escalada de confrontação contra a China.
Desde o Verão que o Exército Popular de Libertação da China realiza manobras com fogo real em águas próximas do seu território insular, como factor de dissuasão das provocações dos EUA.
Nas Nações Unidas foi aprovada em 1971, com 170 votos, uma resolução que considera a República Popular da China o único representante legítimo perante a ONU e reconhece Taiwan como parte inalienável da nação asiática.