MAS prepara recuperação da Bolívia

O presidente eleito da Bolívia, Luís Arce, é empossado a 8 de Novembro na Assembleia Legislativa Plurinacional, em La Paz, anunciou a líder do Senado, Eva Copa.

O Tribunal Supremo Eleitoral proclamou no dia 23 os resultados oficiais, formalizando a vitória nas eleições presidenciais dos candidatos do Movimento ao Socialismo (MAS), Luís Arce a presidente e David Choquehuanca a vice-presidente, com 55,18 por cento dos votos, logo na primeira volta. O MAS também conquistou a maioria legislativa, obtendo 73 dos 130 lugares da Câmara de Deputados e 21 dos 36 assentos do Senado.

Em entrevista à rádio e televisão bolivianas, Luís Arce descartou a entrada de Evo Morales no novo governo, uma vez que, explicou, o ex-presidente tem um papel fundamental à frente do MAS. Ele é líder «desse instrumento político e tem ali um importante trabalho para o aglutinar e dirigir», afirmou.

Arce revelou que o seu gabinete ministerial será integrado por jovens, por novos quadros, acrescentando que ouvirá as opiniões dos membros do anterior governo do MAS.

As primeiras medidas

Apesar da grave situação económica legada por 11 meses de desgoverno da presidente golpista Jeanine Áñez, Luís Arce assegurou que a sua primeira tarefa como governante será pagar antes do fim do ano um subsídio contra a fome, no valor de mil bolivianos (cerca de 145 dólares) a cada habitante do país, para reactivar a economia e aliviar a crise das famílias que mais sofrem o impacto da crise.

Anunciou, além disso, a apresentação de propostas de redução do IVA em todas as transacções e devolução daquele imposto aos que têm baixos rendimentos. Irá propor também a criação de impostos sobre as grandes fortunas.

Jerónimo de Sousa saúda

Conhecidos os resultados eleitorais do passado dia 18, o Secretário-geral do PCP dirigiu saudações a Evo Morales, presidente do Movimento ao Socialismo – Instrumento Político para a Soberania dos Povos (MAS – IPSP), e ao presidente eleito, Luís Arce. Transmitindo felicitações em nome dos comunistas portugueses, Jerónimo de Sousa realçou que o resultado obtido constitui uma derrota para as forças reaccionárias e golpistas bolivianas e o imperialismo e, também, uma inequívoca expressão da vontade do povo boliviano em prosseguir o rumo de afirmação soberana, de desenvolvimento e progresso social, de paz, amizade e cooperação com os povos da América Latina e Caraíbas e de todo o mundo.

O Secretário-geral do Partido reafirmou ainda solidariedade para com os combates do MAS em prol dos direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores e povo boliviano e da soberania e independência do Estado Plurinacional da Bolívia, desejando a Luís Arce votos de sucesso no exercício das mais altas e exigentes responsabilidades para que foi eleito.




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