Luta nos CTT por direitos e por um melhor serviço
DIREITOSOs trabalhadores dos CTT estão em luta por aumentos salariais, melhores condições de trabalho e em defesa da qualidade do serviço público postal, contra a degradação da empresa.
A melhoria da qualidade do serviço é uma das exigências
As greves convocadas pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT/CGTP-IN) surgiram na sequência da realização de plenários sindicais em todo o País. As paralisações não têm todas a mesma abrangência e duração (variando entre localidades e centros de distribuição postal), sendo também diversas as razões que as motivam.
Há, contudo, questões comuns. Desde logo, o repúdio pelo encerramento unilateral das negociações por parte da administração, o que para o SNTCT demonstra que a própria abertura do processo negocial se deveu à pressão dos trabalhadores e não a qualquer vontade negocial por parte da empresa. «Outra coisa não era de esperar de uma gestão que está a levar os CTT à quase degradação total», realça o sindicato num comunicado do princípio do mês.
A melhoria do serviço público postal é outra das reivindicações, a par da exigência de aumentos salariais, da contratação de mais trabalhadores efectivos, de modo a aliviar a sobrecarga de trabalho a que a generalidade dos carteiros está sujeita, e o retorno da empresa ao sector público.
As greves parciais nos Centros de Produção e Logística do Sul e do Norte, em Lisboa e na Maia, estão a ter elevada adesão. Em Coimbra, os carteiros concentraram-se junto ao Centro de Distribuição Postal durante o período de greve parcial, numa luta que prossegue até dia 31. Na Figueira da Foz saíram mesmo em desfile pelas ruas da cidade, passando pelo mercado e pela Câmara Municipal. Em Leiria verifica-se também uma forte adesão. Já em Rio Maior, depois de alguns dias de greve total, está já marcada uma greve parcial entre 10 e 21 de Agosto.