Cuba disponível para dar aos EUA assessoria no combate à pandemia
PARTILHA Cuba está disponível para partilhar a sua experiência e oferecer assessoria aos Estados Unidos e a qualquer outro país para enfrentar a pandemia de COVID-19. Por outro lado, na ilha, a juventude mobiliza-se em tarefas prioritárias como a produção de alimentos.
«Cuba contribui modestamente para que outros povos desfrutem do direito à saúde»
O vice-ministro cubano dos Negócios Estrangeiros, Rogelio Sierra, assegurou na terça-feira, 14, que Cuba está disposta a partilhar a sua experiência e a oferecer assessoria médica aos Estados Unidos e a qualquer outro país para enfrentar a pandemia de COVID-19.
«Partilhar a nossa experiência e oferecer assessoria quando for necessário a autoridades da saúde e a profissionais de Ásia, África, Europa, EUA, Oceânia, Médio Oriente e América Latina e Caraíbas é parte do contributo de Cuba no enfrentamento da COVID-19», escreveu o governante cubano na sua conta de Twitter.
O vice-ministro expressou que a ajuda solidária e humana dos milhares de profissionais da saúde cubanos que prestam serviços em mais de 60 países não merece ser questionada com tergiversações e falácias. Referiu-se assim à campanha do governo norte-americano contra a cooperação de Cuba no sector da saúde, sabendo-se que Washington tem exercido pressões sobre os governos de diversos países no sentido de não recorrerem ao auxílio dos médicos e enfermeiros cubanos.
«Cuba contribui modestamente para que outros povos desfrutem do direito à saúde», sublinhou Rogelio Sierra. Os técnicos e profissionais cubanos da saúde integram as brigadas médicas de maneira livre, voluntária e sem que sofram qualquer coacção, cumprindo convénios bilaterais de colaboração e contratos específicos, recordou.
Jovens mobilizados em tarefas prioritárias
Dirigentes de organizações juvenis de Cuba destacaram a participação activa da juventude da ilha em tarefas prioritárias como a produção de alimentos na actual fase do processo de combate à pandemia.
Nesta etapa de retorno gradual à normalidade, a juventude manter-se-á vinculada à agricultura, à pesquisa de possíveis casos de COVID-19, à poupança energética e ao desenvolvimento científico, revelou o primeiro-secretário da União de Jovens Comunistas (UJC), Diosvany Acosta.
No programa de televisão Mesa Redonda, o líder juvenil sublinhou que o período estival, denominado Verão pela Vida, terá este ano um cariz diferente, pois com a alegria e o optimismo habituais, os jovens trabalharão em tarefas prioritárias para o desenvolvimento económico do país.
A produção de alimentos é a tarefa em que mais se trabalha, havendo cerca de cinco mil jovens que se mobilizam diariamente para o cultivo de diferentes produtos em todo o país, assim como para a colheita da cana-de-açúcar.