Lutas por todo o País em convergência a exigir saúde, emprego, direitos e salários
FIRMEZA As acções que fizeram a «semana nacional de luta» valeram pelo impacto imediato e pela força dos muitos exemplos de resistência e exigência, vencendo os argumentos em torno da pandemia.
Objectivos gerais e específicos reforçam-se mutuamente
Sob o lema «Vamos à luta, para defender a saúde e os direitos dos trabalhadores! Garantir emprego, salários, serviços públicos», as iniciativas realizadas de 22 a 26 de Junho foram muito diversificadas, mas convergentes em objectivos, como no calendário ficou patente.
A par das exigências mais gerais, ganharam visibilidade as reivindicações específicas em empresas e sectores, com particular destaque para o aumento de salários e a preservação do emprego e de direitos atacados a pretexto da crise sanitária.
Na sexta-feira, dia 26, o XI Congresso da União dos Sindicatos de Aveiro terminou com um «cordão humano». Ocorreram greves na Lactogal, com concentração na sede da empresa, no Porto, e no Inatel de Manteigas, com deslocação à ACT, na Guarda. Houve ainda uma «tribuna pública» na Covilhã e uma acção de enfermeiros em Coimbra.
No dia 25, no Porto, realizou-se um protesto junto à associação patronal da metalurgia (AIMMAP), de manhã, e de tarde teve lugar uma «tribuna pública» distrital na Praça D. João I. Mereceu realce a acção convergente na baixa de Lisboa, a que se juntaram os participantes no plenário nacional da Frente Comum. Na Super Bock (Leça do Balio) e na Lauak (Setúbal) realizaram-se acções contra despedimentos anunciados, enquanto em Santiago do Cacém estiveram na rua enfermeiros e trabalhadores da Administração Local.
Numa lista que de longe não é exaustiva, destacaram-se nos primeiros dias, como noticiámos, a marcha de trabalhadores dos sectores industriais, em Évora, e as greves parciais na DHL Supply Chain, na segunda-feira, e a concentração de trabalhadores das empresas do Grupo EGF, na sede da Mota-Engil, em Linda-a-Velha, na terça, dia 23.