Por mais transportes e sem lay-off
Dezenas de dirigentes sindicais e representantes de comissões de utentes concentraram-se nas imediações da residência oficial do primeiro-ministro, ao final da tarde de quarta-feira, 24 de Junho. Do chefe do Governo reclamaram mais transportes para os utentes e o fim do lay-off para os trabalhadores das transportadoras.
É «completamente inaceitável» que as empresas mantenham trabalhadores a sofrer um corte de um terço nos salários, enquanto «não estão a garantir a oferta suficiente para se poder cumprir as normas da Direcção-Geral da Saúde», disse à Lusa a Secretária-geral da CGTP-IN.
Nessa manhã, Isabel Camarinha participou ainda numa «tribuna pública» no Barreiro, focada na defesa do serviço público de transportes, onde foi particularmente criticada a TST, por manter pessoal em lay-off e cortar carreiras, quando as deveria alargar.
«Esta situação de pandemia traz à evidência a falta de uma empresa pública no sector rodoviário, que intervenha como ferramenta no Estado», comentou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.
Numa nota de dia 26, em que reagiu à notícia de que a Arriva decidira manter o lay-off por mais um mês, nas suas empresas a norte, a Fectrans/CGTP-IN responsabilizou o Governo pela falta de «medidas que imponham a reposição de transportes em todo o País».
Os operadores privados «não correm risco», protestou a federação, notando que aqueles «passaram para a Segurança Social os custos com trabalhadores, reduziram os salários destes, deixaram de contribuir para a Segurança Social, continuam a ser pagos, no âmbito dos diversos programas de apoio ao transporte público, na base dos utentes transportados antes da pandemia, e agora, na região de Lisboa, para reporem 90 por cento do serviço para que são pagos, ainda irão receber mais dinheiro do Estado».
O fim do lay-off e mais transportes para os utentes foram exigidos em Coimbra, num plenário de trabalhadores da Transdev, dia 25, e em Guimarães, numa acção promovida pelo sindicato dos rodoviários (STRUP) e a União dos Sindicatos de Braga, dia 27.
A Fectrans marcou para 6 de Julho, segunda-feira, um «dia de acção», porque «é preciso continuar a intervenção e luta pelo aumento dos transportes para os utentes e o fim do lay-off para os trabalhadores».